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29 dezembro 2010

Você sabe o que é autismo?

Saiba mais sobre o autismo e deixe sua sugestão

Em 1943 o Autismo foi conceituado pela primeira vez pelo Psiciquiatra Leo Kanner que iniciou um estudo com onze crianças consideradas “diferentes”. O psicólogo Bruno Bettlelhein é autor da Teoria “Mãe Geladeira”, que dizia que os pacientes estavam com transtorno psiquiátrico por terem sido rejeitados pela mãe.

Esse tratamento foi adotado como convencional para os portadores da síndrome e o paciente passava por “sessões terapêuticas” onde devia bater numa árvore de pedra que representava a figura da mãe e assim extravasar todas as suas frustrações. Em 1964, em meio a esse mar de escuridão, surge o Dr. Rimland colocando por terra essa teoria, trazendo o conceito de que o autismo é um distúrbio geneticamente detectado, com transtorno de desenvolvimento (social e linguagem).

O grande caso de autismo na Califórnia originou uma pesquisa e coleta de dados, a partir de 2002, que constatou a epidemia. Muitas pesquisas se sucederam e hoje, nos Estados Unidos, para cada 150 crianças, uma é autista, além de existirem dados que comprovem que o Autista apresenta transtornos de ordem neurilóinflamatória, gastrointestinal, imunológica e toxológica, contrariando tudo o que até então se falava sobre o assunto e dando uma nova perspectiva para o tratamento e pesquisa, imprimindo um novo conceito de autismo não como deficiência, mas sim, enfermidade.

Desde então, a comunidade médica e terapêutica de um modo geral vem se omitindo em fechar diagnóstico de autismo, sugerindo aos pais a observação da evolução de cada caso, o que resulta em tempo perdido para o tratamento.

AUTISMO TEM CURA?

Se o seu filho era uma criança alegre, comunicativa, afetiva, já balbuciando algumas palavras e canções e, de repente, começa a perder o contato visual, a emitir risos e movimentos repetitivos (esteriotipia), não interagindo com outras crianças e com a própria família, agindo como se fosse surdo, brincando de forma inadequada, sem função, com brinquedos, girando os objetos insistentemente e longo período de tempo, usando as pessoas como ferramenta, apresentando hiperatividade, seu filho pode ser um AUTISTA. Procure informações em sites que são citados neste site e você se surpreenderá com tantas informações atuais sobre este tema.
Algumas crenças citadas abaixo foram desenvolvidas ao longo do tempo sobre autismo, que hoje não são mais consideradas como verdadeiras, após estudos científicos realizados por cientistas nos Estados Unidos e outros países:

• Crianças com autismo com idade acima de 7 anos não podem ser ajudadas;
• Crianças com autismo sempre apresentam retardo mental e não podem aprender muito;
• Não existe tratamento para autismo;
• Autismo é sempre condição para o resto da vida;
• Autismo é causado pela forma com que as crianças são criadas;

Todas estas crenças já caíram por terra, após estudos científicos está comprovado que:
• O autismo pode ser transformado profundamente através de tratamentos biomédicos, dietas alimentares e terapias comportamentais e cognitivas;
• O autismo é causado por alterações neurológicas, através intoxicações por metais pesados, intoxicações alimentares, causando problemas gastro intestinal , onde o intestino se torna permeável ocasionando passagem para corrente sanguínea de lixos que podem afetar o cérebro através dos neuro-transmissores, e também por fatores genéticos, e outros.
• O autismo não é considerado irreversível, pela característica do cérebro ser maleável aceitando mudanças, desde que tratado de forma adequada
• Quanto mais diversão e atenção você tem mais crescimento de hormônio maleável, propiciando o desenvolvimento, isto aplica-se tanto para criança como para adulto.
• Acredite nas possibilidades do autista, oferecendo-lhe possibilidade de interação,atenção, muito carinho e presença física;
• Entenda que o autista sente dor e por não poder falar, agride muitas vezes para pedir socorro, e principalmente as pessoas que ele mais ama, pois elas é que podem ajudá-lo a sair de uma crise de dor ou desconforto.



O QUE FAZER?

Quando a criança demora a falar, é muito comum se dizer que isso é normal ou mesmo “de família”, mas o grande aumento de casos de autismo no Brasil e em todo mundo chama-nos a atenção para o fato de que por detrás disso pode estar oculto um dos sintomas do Autismo
E quanto mais cedo diagnosticado, tratado através de tratamentos biomédicos e terapêuticos, maiores as possibilidades de cura.

Baseado nas explanações citadas acima a ADEFA começou a mudar o conceito de autismo no Brasil, oferecendo aos pais e profissionais orientações de tratamentos tanto na área terapêutica como na área biomédica e dieta alimentar de glúten, caseína, açúcar e outras, tendo como base alguns exames que detectam que alimentos podem fazer mal ao organismo de cada um. Em outra secão citaremos alguns exames que poderão comprovar deficiências graves apresentadas nos autistas.

Seguindo este caminho para comprovar cientificamente que o que nós falávamos era verdadeiro e por falta de profissionais especializados criamos a Clinica Escola Metamorfose, recebemos crianças autistas em horário regular de escola com atendimento multidisciplinar: terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional, Arte-terapia e psicopedagogia, fundamentada no Programa ABA, a fim de provar que podemos mudar a realidade da família e principalmente do autista, oferecendo orientação de tratamentos biomédicos, nutrição para realização de dietas, e todo tipo de terapia afim de obter resultado eficiente aos portadores deste espectro.

22 dezembro 2010

O Programa Son-Rise®

Início do Programa

Ao começar algo novo, vivenciamos novos desafios, dúvidas, e até momentos de frustração. A Inspirados pelo Autismo busca auxiliar o início da sua maravilhosa viagem junto ao seu filho. Ao brincar com a criança com autismo de uma maneira em que a criança participe mentalmente, emocionalmente e fisicamente, um novo crescimento cerebral estará sendo solidificado. Abaixo encontram-se informações e links para ajudá-lo na sua jornada para uma perspectiva inspirada pelo autismo.

Todo crescimento neurológico é solidificado através de ações. Decidir adotar uma nova perspectiva é uma coisa, investir em ações físicas derivadas desta perspectiva é que a tornará uma realidade para você.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

1. Passe 30 minutos por dia 1:1 (um a um) com sua criança.

  • Leve sua criança para o quarto mais calmo e silencioso de sua casa.
  • Faça o melhor para preparar o quarto de forma que não haja interrupções nesses 30 minutos.
  • Leve com você uma pequena caixa de brinquedos ou atividades. (Deixe os brinquedos eletrônicos do lado de fora.)
  • Pouco a pouco aumente o tempo que você passa 1:1 com sua criança com acréscimos de 15 minutos.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

2. “Junte-se” à criança.
Como uma maneira de entender e construir uma relação mais profunda com sua criança faça exatamente o que ela está fazendo. Concentre-se em se divertir nesse momento “no mundo dela” (Um aspecto marcante do Programa Son-Rise).
Por exemplo:

  • Se sua criança estiver pulando numa bola, pule numa bola também.
  • Se sua criança estiver correndo de um lado para o outro, corra de um lado para o outro.
  • Se sua criança estiver recitando a cena de um filme ou livro, recite a mesma cena com ela.
  • Se sua criança estiver resolvendo problemas de matemática, faça os seus próprios problemas de matemática com ela.
  • Se ela estiver olhando fixamente para a parede, olhe para a parede com ela.
  • Faça o que ela estiver fazendo, exatamente da mesma forma.
À medida que você fizer o que ela estiver fazendo, concentre-se em realmente se divertir com a atividade.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

3. Concentre-se no contato visual.
Quanto mais a criança olhar mais ela aprenderá. Quanto mais você se concentrar no contato visual com sua criança, mais esse contato aumentará – dando a oportunidade de sua criança aprender com você. O contato visual é de fundamental importância para todos os aprendizados futuros.
Por exemplo:

  • Celebre sua criança cada vez em que ela olhar para você. Você pode dizer, “Uau, eu adoro quando você olha para mim!” ou “O seu olhar é lindo!” ou “Obrigado por olhar para mim.” Não importa o que você diga, mas sim que você se sinta entusiasmado e agradecido pelo fato de sua criança ter escolhido olhar diretamente para os seus olhos.
  • Traga a atenção para a sua face e olhos. Torne o seu rosto interessante usando chapéus, óculos divertidos, adesivos e pinturas, etc.
  • Posicione-se em frente à criança, no nível dos olhos ou abaixo, tornando mais fácil para ela olhar para você. Quando oferecer brinquedos, alimentos ou algo para beber, posicione-os na altura dos seus próprios olhos.

Por acreditarmos na eficácia do Programa Son-Rise estamos oferecendo a você uma amostra de nossos princípios. Estes princípios podem ser aplicados imediatamente com sua criança especial. (Observação: Sugerimos que você escolha uma técnica que se aplique a sua criança e use-a consistentemente em cada oportunidade durante 2 a 4 dias.)

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

1ª Área de Desafio:
A criança tem verbalização limitada ou não fala.
Princípios para Orientação:

  • Se você ensinar que a linguagem é para comunicação (e não apenas sons para serem memorizados e repetidos), você mostra para a criança que existe um motivo para falar.
  • Se a linguagem é vista como útil e divertida, as crianças ficam motivadas para usá-la.

Aplicando os Princípios:
  • Responda rapidamente aos sons que sua criança emitir. Quando a criança emitir um som (mesmo que você não tenha certeza do que ela quer dizer), mova-se rapidamente e ofereça algo mesmo que você não saiba o que ela está pedindo. Demonstre que comunicações verbais fazem com que as pessoas se movam. Mostre a ela que a fala lhe trará poder.
  • Mostre que cada palavra falada resulta em uma ação. Ensine inicialmente verbos e substantivos associados a ações. Essas palavras são mais fáceis de responder e mostram o poder da linguagem. Ex: se você ensina a expressão colo, você pode carregar seu filho no colo cada vez que ele usar essa expressão. Em contraste, se você ensina a palavra mesa, não há ação específica resultante do uso dessa palavra. Exemplos de substantivos efetivos: bola ou bolha (de sabão).
  • Celebre cada tentativa de comunicação. Se sua criança tentar dizer uma palavra, vibre e celebre intensamente! Queremos que as crianças fiquem empolgadas ao tentar e tentar e tentar de novo. Para isto celebramos não apenas o sucesso, mas também qualquer esforço feito pela criança.

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

2ª Área de Desafio:
A criança é incapaz ou não quer participar das atividades do cotidiano (ex: escovar os dentes, usar o banheiro, higiene pessoal, preparo das próprias refeições, vestir-se, etc.).
Princípios para Orientação:

  • Todas as pessoas (crianças e jovens adultos) se movem em direção ao que é divertido e prazeroso. Se estas atividades forem vistas como agradáveis, nossas crianças ficarão motivadas para participar delas ao invés de evitá-las .
  • As pessoas necessitam de um tempo para aprender – vale a pena investir tempo para ajudar sua criança a adquirir novas habilidades.

Aplicando os Princípios:
  • Faça/ensine essas atividades continuamente durante o dia. Ao invés de apenas fazê-las durante as horas mais ocupadas do dia (ex: quando tenta apressar as crianças para saírem de casa para que não percam o ônibus escolar), procure outras oportunidades para ensinar vagarosamente essas atividades.
  • Dê atenção e celebre todos os membros da família que participarem dessas atividades (ex: “Viva papai! Você vestiu o seu próprio casaco!”).
  • Tenha reações grandes e empolgadas para qualquer sinal de interesse ou disposição da criança nessa área (ex: quando a criança olhar para a escova de dente, quando ela vestir a camisa ao contrário, etc.).
  • Torne a atividade divertida! (O quê? Escovar os dentes de forma divertida? Sim! Escovar os dentes pode ser divertido!)
  • Seja flexível em relação ao tempo. Se sua criança se esquiva para não pentear o cabelo, ao invés de forçá-la ou pressioná-la, espere 10 minutos e tente de novo.

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

3ª Área de Desafio:
A criança exibe comportamentos ritualísticos e repetitivos de auto-estimulação.
Princípios para Orientação:

  • Crianças e adultos utilizam estes comportamentos para organizar a compreensão do ambiente em que estão inseridos e adquirir uma sensação de controle interno.
  • Estes comportamentos podem ter natureza curativa.
  • Estes rituais podem ser uma porta de entrada para a interação humana e relacionamentos sociais.
  • Estes comportamentos são confortantes para as crianças e têm um propósito mesmo quando não os compreendemos.

Aplicando os Princípios:
  • Ao invés de tentar parar um comportamento forçadamente, “junte-se” a este comportamento para ajudar a brincadeira solitária se tornar uma brincadeira a dois. Faça parte verdadeiramente dos “jogos” da criança antes de pedir a ela para fazer parte dos seus.
  • “Junte-se” às atividades de sua criança imitando exatamente o que ela faz (Ex: se sua criança está balançando as mãos, balance suas mãos com ela.). Posicione-se de forma que sua criança possa ver o que você está fazendo.

Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America

4ª Área de Desafio:
A criança possui um amplo vocabulário ou fala usando sentenças, mas não apresenta a habilidade de usar a linguagem eficientemente em situações sociais.
Princípios para Orientação:

  • Se ajudarmos uma criança a estabelecer confiança na comunicação social, ela tentará mais vezes.
  • As crianças são motivadas a usar as suas habilidades verbais com os outros quando a elas é mostrado o benefício trazido pela comunicação.

Aplicando os Princípios:
  • Recrie situações sociais em um ambiente livre de distrações inventando brincadeiras que simulem circunstâncias sociais conhecidas.
  • Ofereça frases/sentenças específicas que você quer que a criança aprenda, dentro de um contexto de uma atividade ou jogo estimulante. (Ex: ao invés de corrigir a criança ou “alimentá-la” com sentenças para repetir, crie um jogo chamado “supermercado” e mostre a ela como interagir com você enquanto você finge ser o caixa.)
  • Mostre-se entusiasmado para conversar sobre o tema de interesse de sua criança (Ex: Turma da Mônica, dinossauros, perguntas repetitivas como “A que horas é o jantar?”, etc.). Seja um modelo. Se quisermos que ela converse sobre as nossas áreas de interesse, primeiro temos que conversar sobre os interesses dela. Após termos prestado atenção nas áreas de interesse da criança, podemos então começar a conduzir gentilmente a conversa em direções diferentes.
  • Ao invés de corrigi-la continuamente ou mostrar a ela como o que ela está dizendo está fora de contexto ou já foi dito antes, celebre o fato de que ela está se comunicando com você. Deixe que ela saiba o quanto você adora ouvi-la falar e compartilhar.

Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America

5ª Área de Desafio:
A criança grita, chora, bate, joga objetos, etc.
Princípios para Orientação:

  • As crianças utilizam esses comportamentos porque eles funcionam. Se uma criança está gritando, é porque aprendeu que dessa forma ela consegue o que quer. Se este comportamento perder a utilidade ela não o usará mais.
  • Toda criança ou adulto está fazendo o melhor que pode. Seja qual for a razão, nesse momento eles não são capazes de encontrar uma outra forma de agir. Se pudessem, fariam.
  • Nossas reações desempenham um papel vital em encorajar ou diminuir a freqüência de cada um destes comportamentos.

Aplicando os Princípios:
  • Não demonstre reação. Mantenha sua expressão facial e sua voz em um tom neutro (ex: não grite, não franza as sobrancelhas, não faça careta, etc.). Sempre se movimente vagarosamente e com calma durante esse momento, pois assim você minimiza as suas reações, deixando de ser um possível apoio para esses comportamentos.
  • Ao invés de tentar ignorar esses comportamentos, explique com uma voz calma e amorosa que você não a entende quando se comunica com você dessa maneira. Mesmo que sua criança não saiba falar, sua explicação é útil tanto em conteúdo quanto em tom.
  • Evite dar a “recompensa” que ela quer. Se você oferecer o que ela quer quando grita, você a ensina que essa é uma forma efetiva de comunicação.
    • Cuide de si mesmo. Minimizar suas reações não significa que você tenha que permitir que sua criança bata em você. Tente colocar um travesseiro na sua frente e vagarosamente se movimente para outro lugar.
  • Ofereça uma alternativa. Se sua criança está puxando seu cabelo, ofereça a ela uma corda para puxar no lugar. Se estiver atirando blocos, ofereça então uma almofada ou um brinquedo mais fofo para que ela jogue.
  • Dê reações substanciais de celebração cada vez que sua criança for gentil ou pedir algo de uma maneira que você prefira.
  • Mova-se rapidamente quando ela pedir algo de forma gentil e clara, pois assim você mostra a ela o contraste entre esses tipos de comunicação.

(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship, site www.autismtreatmentcenter.org)

Clique aqui para fazer o download do folheto informativo

Clique na imagem para fazer o download da Página Informativa com todas essas dicas e mais informações sobre como criar um ambiente de aprendizagem otimizado.
Serviços da Inspirados pelo Autismo
Nós oferecemos treinamento no Programa Son-Rise para pais e profissionais através de workshops, consultas telefônicas e visitas domiciliares. O treinamento engloba todos os aspectos relativos à implementação de um programa dinâmico e estimulante que promova o desenvolvimento social de crianças e adultos com autismo ou desafios similares. Para mais informações veja a página Nossos Serviços.
Material de Apoio
Oferecemos em nosso site Material de Apoio para facilitar a implementação do Programa Son-Rise®. Você pode assistir a videos online, fazer downloads de folhetos informativos, assinar nossa newsletter e encontrar links para DVDs e livros recomendados por nós.

Clique aqui para receber o DVD "Histórias Inspiradoras" e ver como o Programa Son-Rise® pode ajudar você.

© 2009 Inspirados pelo Autismo -- Contato: info@inspiradospeloautismo.com.br

18 outubro 2010

Sou assim... Mas sou feliz! Hehehe...!



EU TINHA DOIS ANINHOS E MEIO QUANDO DE REPENTE DA NOITE PRO DIA ACORDEI...
NÃO CONSEGUIA FALAR MAIS E REGREDI TOTALMENTE NO QUE EU ESTAVA DESENVOLVENDO .FOI ENTÃO QUE MEU PAPAI E MINHA MAMÃE COMEÇARAM UMA BUSCA EM RESPOSTAS O PORQUE DISSO TUDO!
APÓS UM ANO DEPOIS DE VÁRIOS EXAMES!
VEIO O RESULTADO: AUTISMO
MAMÃE NÃO CONSEGUIA ENTENDER O QUE E O POR QUÊ?
FOI AI ENTÃO QUE DE INVESTIGAR E PESQUISAR QUE ELA CONCLUIU QUE EU SOU UMA CRIANÇA DIFERENTE E ESPECIAL.
HOJE JÁ FAZ UM ANO E ALGUNS MESES QUE ESTUDO NA APAE... ONDE TENHO ACOMPANHAMENTO DE TO, FONO E ESTUDO ATÉ MESMO INFORMÁTICA..ISSO É MUITO LEGAL. EU LEVANTO BEM CEDINHO DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA MINHA MÃE ME LEVA PARA A APAE..E TENHO DADO ÓTIMOS RESULTADOS.
TENHO AMOR E CARINHO DE TODA A MINHA FAMÍLIA
E COMPREENSÃO DE TODOS.QUERO DIZER QUE TODOS VCS QUE VISITAREM ESTE BLOG SEJAM BEM VINDO E LIVRES EM FAZER
SUAS PERGUNTAS TIRAREM DÚVIDAS E FAZEREM COMENTÁRIOS. AGUARDO TODOS VCS!... E NÃO DEIXE DE ORAR POR ELAS!

O que é Autismo?




NÃO É FÁCIL SER ESPECIAL.....MAS COM JEITINHO TUDO VAI BEM!

O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.
Há 20 anos, quando surgiu a primeira associação para o Autismo no país, o Autismo era conhecido por um grupo muito pequeno de pessoas, entre elas poucos médicos, alguns profissionais da área de saúde e alguns pais que haviam sido surpreendidos com o diagnóstico de Autismo para seus filhos.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência totalmente normal.
O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginação.
É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome.
Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais.
Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.

06 outubro 2010

Artigo - 10 Coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse

1. Antes de tudo eu sou uma criança.
Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope? Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente. Sendo criança eu ainda estou descobrindo. Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim. E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?
2. A minha percepção sensorial é desordenada.
Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo. Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam desapercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. Vou explicar o porquê uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível. Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes. O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível. O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja. O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual. Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho. O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando. Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.
3. Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer)
Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João". Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.
4. Eu sou um "pensador concreto" (concrete thinker).
O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações. Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer. Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.
5. Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado.
Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado). Por outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem. Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo podem vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.
6. Eu sou muito orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil para mim.
Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender. Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas. Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.

7. Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer.
Como qualquer outro ser humano não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de "CONSERTO". Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.
8. Por favor, me ajude com interações sociais.
Parece que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído. Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente. Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: "você esta bem?".
9. Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.
Perda de controle, "chilique", birra, mal-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo. Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.

10. Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.
Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse." ou "Porque ele não pode." Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e você não gostaria de ser sempre lembrado disso. Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa. Eu prometo: EU VALHO A PENA. E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajuda a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu. Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com as colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol. Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também tinham autismo, uma possível resposta para alzaheim o enigma da vida extraterrestre - O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha base.

Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver ate onde eu posso ir.
CONTO COM VOCÊ!
Fonte: Autimismo | Ellen Nottohm, tradução livre Andréa Simon
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis.

Como compreender o comportamento da criança autista?

Artigo - O que nos pediria um autista
                                     1Ajuda-me a compreender. Organize meu mundo e facilita-me ou antecipa o que vai acontecer. Dá-me ordem, estrutura, e não caos.
2- Não te angusties comigo, porque me angustio. Respeita meu ritmo. Sempre poderás relacionar-te comigo se compreenderes minhas necessidades e meu modo especial de entender a realidade. Não se deprima, o normal é que avance e me desenvolva cada vez mais.
3- Não me fale demais, nem demasiado depressa. As palavras são “ar” que não pesa para ti, mas podem ser uma carga muito pesada para mim. Muitas vezes não são a melhor maneira de relacionar-se comigo.
4- Como outros filhos, como outros adultos, necessito compartilhar o prazer e gosto de fazer as coisas bem, mesmo que nem sempre consiga. Faz-me saber, de algum modo, quando consigo fazer as coisas bem e ajuda-me a fazê-las sem erros. Quando faço muitos erros, pode ser que me irrite, e acabe por me negar a fazer as coisas.
5- Necessito de mais ordem do que você necessita, mais previsibilidade do que você requer. Teremos que negociar alguns rituais para conviver.
6- É difícil compreender o sentido de muitas das coisas que me pedem para fazer. Ajuda-me a entendê-las. Peça-me coisas que podem ter um sentido concreto e decifre-as para mim. Não permitas que me acomode nem permaneça inativo.
7- Não me invadas excessivamente. Às vezes, as pessoas são muito imprevisíveis, demasiadamente ruidosas, demasiadamente estimulantes. Respeita as distancias de que necessito, porém nunca me deixe só.
8- O que faço não é contra você. Quando tenho uma zanga ou me golpeio, quando destruo algo ou me movimento em excesso, quando me é difícil atender ou fazer o que me pedes, não estou querendo te prejudicar. Não me atribua más intenções!
9- Meu desenvolvimento não é absurdo, embora não seja fácil de entender. Ele tem sua própria lógica e muitas das condutas que chamam de “alteradas” são formas de enfrentar o mundo na minha especial forma de ser e perceber. Faça um esforço para me compreender.
10- Para mim, as outras pessoas são demasiadamente complicadas. Meu mundo não é complexo e fechado. É simples. Embora te pareça estranho o que te digo, meu mundo é tão aberto, tão sem dissimulações e sem mentiras, tão ingenuamente expostas aos demais, que é difícil penetrarmos nele. Não vivo em uma “fortaleza vazia”, nem em uma planície tão aberta que possa parecer inacessível. Tenho muito menos complicações do que as pessoas consideradas normais.
11- Não me peças sempre as mesmas coisas nem me exijas as mesmas rotinas. Não tens que te fazer autista para me ajudar. O autista sou eu, não você!
12- Não sou só autista. Também sou uma criança, um adolescente, ou um adulto. Compartilho muitas coisas das crianças, adolescentes ou adultos ditos “normais”. Gosto de jogar e de me divertir. Quero os meus pais e as pessoas que me cercam e me sinto satisfeito quando faço as coisas bem. É aquilo que compartilhamos que nos une.
13- Vale a pena viver comigo. Poço dar-lhe tantas satisfações quanto outras pessoas, embora não sejam as mesmas. Pode chegar um momento em sua vida em que eu, que sou autista, seja sua maior e melhor companhia.
14- Não me agridas quimicamente. Se te dizem que tenho que tomar um medicamento, providencie que seja revisado periodicamente por um especialista.
15- Nem meus pais nem eu temos a culpa do que se passa. Tão pouco a têm os profissionais que me ajudam. Não serve de nada que os culpe. Às vezes, minhas reações e condutas podem ser difíceis de compreender ou afrontar, porém não é culpa de ninguém. A idéia de “culpa” não produz mais que sofrimento em relação ao meu problema.
16- Não me peças constantemente coisas acima do que sou capaz de fazer. Porém peça-me o que posso fazer. Dá-me ajuda para ser mais autônomo, para compreender melhor, porém não me dê ajuda demais.
 
 

29 junho 2010

WILLIAN NA FESTA JUNINA

NA HORA DA DANÇA COMO ELE ESTAVA AGITADO!
CHEGOU A FUGIR DA PROFESSORA!
MAS ELA COM MUITO AMOR E ATENÇÃO, DEDICAÇÃO E PERSISTÊNCIA DEU TUDO CERTO!

WILLIAN NA FESTA JUNINA


AQUI ELE JÁ ESTAVA FICANDO AGITADO!
POIS A FESTINHA JÁ ESTAVA DEIXANDO - O IMPACIENTE!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

COMENDO PIPOCA
E TOMANDO REFRIGERANTE!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

OLHA O BICO!

GENTE QUERO DIZER QUE O COMPORTAMENTO DELE FOI EXCELENTE NESTE DIA !FICOU CALMO POR UM BOM TEMPO SEM AGITAÇÃO!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

OLHA ELE AI QUE GRACINHA!

17 junho 2010

A sexualidade dos deficientes intelectuais


A sexualidade dos deficientes intelectuais
Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos?
 EM FAMÍLIA
Cíntia (ao lado) sempre sonhou se casar e ser mãe. Ela hoje vive com o marido, Miguel, e o filho, Augusto, em Florianópolis
Guilherme Ternes
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há 3 milhões de deficientes intelectuais. São pessoas com “dificuldades ou limitações associadas a duas ou mais áreas, como aprendizagem, comunicação, cuidados pessoais, com a saúde e a segurança”. Não há um ranking das causas da deficiência no país. Mas há diversos fatores de risco: síndromes genéticas (como de Down e de Williams, que afeta as áreas cognitiva, comportamental e motora), doenças infecciosas como rubéola e sífilis, abuso de álcool ou drogas na gestação, desnutrição (da mãe ou da criança) e falta de oxigenação no cérebro.
“Crianças com deficiência criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir família”, afirma Mina Regen. “Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.” Cíntia, de Florianópolis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, São Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas famílias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a mãe dele. A filha do casal, Valentina, mora com a avó materna. Todas as manhãs, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. “Mamãe”, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.
Quando Gabriela deu à luz, sua história repercutiu pelo Brasil. Na Associação Carpe Diem, na Zona Sul de São Paulo, uma das raras instituições para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discussões diversas: gravidez, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis. “Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada”, diz Mariana Amato, de 30 anos. “Eu queria engravidar. Gostaria de ser mãe.”
A abordagem da Carpe Diem é a do Projeto Pipa: Prevenção Especial, criado pelas psicólogas Lilian Galvão e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifestação da sexualidade são transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os “jovens Pipa” aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstrações em ideias concretas. “Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa”, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. “O que é sexualidade? O que é namorar? O que é gostar de alguém?” Bia revela que descobriu o próprio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa têm consequências – algumas agradáveis, outras não. Também conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. “A vontade de ter um compromisso sério é grande. Mas meus pais acham que sou nova.” A mãe de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que é “superprotetora” e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.
Bia é de uma geração de deficientes intelectuais brasileiros que começou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela dá palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo país. Em agosto, os três estiveram num evento em João Pessoa, Paraíba. “Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: ‘Esses garotos não sabem de nada, não crescem’”, diz Thiago. “Geralmente, a gente não pode viver a sexualidade por causa da falta de compreensão das pessoas.”
Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o segurança. “O segurança me disse que os dois estavam apenas se beijando”, afirma Glória Moreira Salles, mãe de Mariana. Agora, Mariana e o namorado só se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Paraíba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galvão, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. “Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo lá fora e seguir o meu projeto de vida”, diz Mariana. A mãe, Glória, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. “Aprendi que quem põe os limites é ela.”
O sucesso do Pipa é possível porque envolve as famílias. “Se o Pipa tivesse chegado antes, não teria levado minha filha para fazer laqueadura”, afirma uma mãe. A cirurgia seria evitada se a jovem já conhecesse os métodos contraceptivos e soubesse como se proteger de abusos. Ainda há famílias que recorrem à esterilização. “Não é crime. Mas é uma violação de direitos proibida pela convenção da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008”, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
“A gente tem condições de aprender a se proteger”, diz Mariana, “e, com o suporte da família, a gente pode ter autonomia.” Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia é doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, não são menos assertivas que as da amiga Mariana: “Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos vocês”.

A sexualidade dos deficientes intelectuais


A sexualidade dos deficientes intelectuais
Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos?
Marisa Cauduro

AUTODEFESA
Mariana, Bia (no centro) e Thiago. Eles dão palestras sobre os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes
Deitada no leito do consultório médico, Cíntia Carvalho Bento tira os óculos para enxugar as lágrimas. Era 6 de março. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos cardíacos de seu bebê. “Graças a Deus, tem um neném na minha barriga.” Cíntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da síndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser mãe. Todos realizados. Cíntia nasceu numa família que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando possível, suas escolhas. E que não encarou sua deficiência intelectual – característica dos Downs – como um obstáculo incontornável.
“Aceitamos bem os namoros e o casamento da Cíntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida próxima do normal”, afirma Jane Carvalho. “A gravidez é que foi um susto. Tivemos medo de que a criança viesse com problemas de saúde. Mas logo descobrimos que não.” Augusto está com 3 meses. “Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho”, diz Cíntia. A gestação não foi planejada. Mas Cíntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Egídio Bento, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florianópolis. Cíntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcionário. A amizade virou namoro bem depois, numa colônia de férias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.
A vida de Cíntia é uma exceção. As relações afetivas e sexuais são o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da deficiência intelectual – um assunto que mexe com valores morais e culturais. “É necessário derrubar o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são assexuadas ou têm a sexualidade exacerbada”, afirma Fernanda Sodelli, diretora do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. “Elas não são anjos nem feras que precisam ser domadas. E têm o direito de viver a sexualidade.” Isso quer dizer não apenas o direito de transar, mas o de conhecer o próprio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer relações, lidar com as emoções, construir a própria identidade.
Entre os deficientes intelectuais é comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de mãos dadas. Manifestações normais da sexualidade ainda hoje são interpretadas como problema. Foi o que a psicóloga Fernanda viu no consultório quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceitável apenas quando o filho estivesse sozinho. “Pai, o que é sozinho?”, perguntou o rapaz. Ninguém lhe ensinara a diferença entre o público e o privado, e o que é adequado ou inadequado em cada um desses espaços. Na infância, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem noção de privacidade.
No caso de Cíntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permissão para o namorado dormir na casa da família. No final da adolescência, Cíntia já sentia vontade de namorar. Abraçava árvores e fingia beijá-las como se fossem um príncipe. Viveu o primeiro romance no início da década de 1990, aos 21 anos, numa época em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discussão é recente no país. O movimento de inclusão deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.
Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais são os mesmos de qualquer outro cidadão. A garantia desses direitos, no entanto, vai além da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposição das famílias – a maioria marginalizada durante toda a existência e sem o conhecimento necessário para lidar com a complexidade da questão. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais é o pensamento abstrato. Como ensiná-los que atos idênticos podem ter intenções e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros não? Se o namorado bota a mão no seio da garota, é carinho; quando a mão é do tio ou do vizinho, é abuso sexual. Se a mão é do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.
Na dúvida, grande parte das famílias encara a superproteção e a repressão da sexualidade como o único caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles é uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual é a medida certa da autonomia? A dependência, às vezes mútua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. “Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a deficiência”, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e deficiência: rompendo o silêncio. “É fundamental que as pessoas com deficiência intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a infância, por mais simples que sejam.” Isso inclui da roupa a vestir até o que comer.
Segundo especialistas, entre todas as deficiências, a intelectual é a mais temida pelas famílias e a mais discriminada pela sociedade. “Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condições humanas”, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclusão social. “No colégio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.” A Escola de Gente mediu os níveis de intolerância aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez países. Num determinado momento da exposição, uma pergunta é feita à plateia: “Quem daqui é gente?”. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o público. “Pelo menos 90% dos presentes dizem que é humano quem tem o intelecto funcionando bem”, afirma Claudia.

13 junho 2010

Um autista para cada 150 pessoas

Um autista para cada 150 pessoas

O transtorno se manifesta de inúmeras formas e nem sempre é fácil de identificar

Por Ivan Padilla
Em menor ou maior grau, o autismo atinge uma em cada 150 pessoas, apontam estudos americanos. Não se sabe a causa exata. Fatores genéticos ou exposição a toxinas do cérebro em desenvolvimento são as hipóteses mais prováveis. Os pacientes têm aparência normal, a não ser quando o transtorno aparece associado a outras doenças mentais.
Quando se fala em autista, a imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é a do ator Dustin Hoffman em “Rain Man”. O personagem do filme tem a Síndrome de Savant, um tipo de autismo que atinge um em cada dez pacientes. Os savants costumam ter uma memória prodigiosa, porém uma forte limitação intelectual.
Uma das manifestações mais suaves é a Síndrome de Asperger. Os pacientes têm dificuldade para interagir e demonstrar afeto, mas não apresentam atraso cognitivo e mental. Falam de forma pedante e têm interesses bastante específicos. O americano Vernon Smith, prêmio Nobel de Economia em 2002, tem a síndrome. Os psiquiatras acreditam que gênios como Michelangelo, Isaac Newton, Albert Einstein e Charles Darwin também tinham traços de Asperger.
Pessoas que sofrem da Síndrome de Asperger são as mais aptas a trabalhar. “O maior problema é a o preconceito”, afirma Marli Marques, coordenadora-geral da Associação de Amigos do Autista (AMA), entidade com quatro casas de assistência em São Paulo . “Eles não conseguem se expressar bem e têm caligrafia ruim. Dificilmente passam em uma entrevista de emprego”.
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Ele viu o valor dos diferentes

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Pai de um autista, o dinamarquês Thorkil Sonne abriu uma consultoria de tecnologia da informação para empregar portadores da doença. O resultado: um negócio lucrativo e preciosas lições de vida

Por IVAN PADILLA

Ulrik Jantzen
UM BOM NEGÓCIO_Thorkil Sonneno jardim de sua consultoria, a Specialisterne: em cinco anos, faturamento de 2 milhões de euros
Lars começou a apresentar os primeiros distúrbios de comportamento assim que entrou no jardim de infância, aos 3 anos. Em vez de brincar com os amiguinhos, passava horas solitariamente, entretido com os próprios brinquedos. A rotina não variava, do momento em que chegava até o sinal da saída. As palavras, antes abundantes, começaram a faltar. Seus dois irmãos mais velhos, Anders e Rasmus, de 10 e 7 anos, nunca haviam demonstrado nenhum problema de fala ou de relacionamento. Algo parecia errado com Lars. Era início de 2000. Poucos meses depois, Thorkil Sonne e sua mulher, Annete, moradores de Copenhague, na Dinamarca, receberam o diagnóstico de seu filho: autismo. “Todos os nossos planos desabaram”, disse Sonne a Época NEGÓCIOS. O autismo manifesta-se de forma diferente em cada pessoa – por isso, é tratado como um espectro de transtornos. Mas alguns sintomas são comuns. A comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação são sempre afetadas. Não existe cura. A pessoa nasce e morre com a doença.
Sonne começou a frequentar associações de apoio aos pais e a acompanhar atentamente o comportamento dos portadores da doença. Descobriu neles muitas habilidades. Autistas podem ser extremamente atentos e capazes de permanecer concentrados na mesma atividade por muito tempo. Também conseguem seguir instruções com facilidade e têm boa memória. Como não gostam de surpresas, percebem facilmente qualquer alteração em um padrão.
Qualidades como essas seriam úteis em diversas áreas de atividade, pensou Sonne. Mas que serviços seriam? Em que empresas estariam esses postos? Sonne pesquisou possíveis mercados de trabalho. Em 2004, quatro anos depois do diagnóstico do filho, pediu demissão da TDC, a companhia dinamarquesa de telecomunicações, e abriu uma consultoria de tecnologia da informação na sala de casa. Ele mesmo daria emprego a portadores de autismo. O nome escolhido para a empresa foi Specialisterne, ou Os Especialistas.
Foi uma ação solidária, de inclusão social, sem dúvida, mas não apenas. A iniciativa logo se mostrou um negócio lucrativo. Em cinco anos de atividade, a empresa atingiu faturamento de 2 milhões de euros. Possui dois escritórios na Dinamarca e até o fim deste ano terá aberto filiais em Glasgow (Escócia) e em Zurique (Suíça). Seu maior cliente é a Microsoft. Dos 60 empregados, 43 são portadores de autismo. Sonne foi procurado por mais de 50 instituições europeias interessadas em implantar projetos semelhantes. Neste semestre, o caso da empresa fará parte do programa de ensino da Harvard Business School, a escola de pós-graduação em administração de Harvard. “A razão do sucesso é simples”, afirma Sonne. “Ninguém faz melhor esse trabalho do que eles.” Entre os serviços oferecidos pela consultoria estão testes e desenvolvimento de interfaces de sites e aplicativos para softwares. “Uma pessoa normal consegue checar um manual de instruções uma, duas, três vezes. Mas depois a atenção se dispersa”, diz Sonne. “Nossos funcionários conseguem pegar uma contradição entre a introdução e o último capítulo.”
PENSAR DIFERENTE
A minúcia na checagem de informação é essencial nesse setor. “Essas tarefas são desempenhadas por profissionais iniciantes”, diz Antônio Carlos Guedes Júnior, analista da Topmind, consultoria brasileira especializada em tecnologia da informação. “Falhas, infelizmente, são comuns”, diz Guedes. A taxa de erro registrada na consultoria dinamarquesa, de acordo com Sonne, é de 0,5%. Nas empresas convencionais, a média é até dez vezes maior.
Cerca de 80% dos empregados da consultoria são homens, devido à alta incidência da doença na população masculina. Têm entre 19 e 46 anos. Todos ganham salário. O expediente é de 15 horas semanais. Os escritórios assemelham-se a qualquer outro. Cada empregado tem uma mesa com computador. A diferença está no zelo com a ordem. Autistas precisam de ambientes tranquilos. Muitos serviços são prestados fora da sede. Os clientes, então, são orientados a manter o escritório em silêncio e a falar com eles sem ironia ou sarcasmo. “Autistas não conseguem filtrar o tom de uma conversa”, afirma Sonne.
Os funcionários passam por um treinamento de cinco meses. Os testes de aptidão são feitos com um robô da Lego desenvolvido com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um brinquedo que exige atenção, paciência e lógica. As peças de encaixar vêm com um software e um motor com sensores infravermelhos. O robô pode ser programado no computador para desempenhar funções como buscar objetos. Os dados são transmitidos por Bluetooth. Sonne teve a ideia de usar os pequenos tijolos coloridos ao ver seu filho montar objetos complexos com os pinos e blocos.
A trajetória bem-sucedida da consultoria dinamarquesa deixa algumas lições. Virou lugar-comum nas empresas a valorização do trabalho em equipe. “Mas as corporações não deveriam apenas olhar para as habilidades sociais”, diz Sonne. “A diversidade também é essencial. As empresas precisam de pessoas que pensam diferente. E autistas pensam diferente.” Para eles, trabalhar tem função terapêutica. “Eles se sentem mais confiantes”, diz Sonne.
O pequeno Lars, que inspirou a Specialisterne, tem hoje 13 anos. Quando completar 18, quer trabalhar na consultoria. “Mas por dois ou três anos. Depois disso ele quer ser motorista de trem”, diz o pai. É uma tarefa complexa para os autistas, que costumam entrar em pânico quando precisam tomar decisões. Se pudesse realizar seu sonho, Lars seria um maquinista muito atento.
Ulrik 
Jantzen
O TREINAMENTO_Sonne (ao fundo) observa funcionários autistas de sua consultoria montarem robôs com peças do brinquedo Lego: criados em parceria com o MIT, os robôs são usados para testar a capacidade de atenção, paciência e lógica