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29 junho 2010

WILLIAN NA FESTA JUNINA

NA HORA DA DANÇA COMO ELE ESTAVA AGITADO!
CHEGOU A FUGIR DA PROFESSORA!
MAS ELA COM MUITO AMOR E ATENÇÃO, DEDICAÇÃO E PERSISTÊNCIA DEU TUDO CERTO!

WILLIAN NA FESTA JUNINA


AQUI ELE JÁ ESTAVA FICANDO AGITADO!
POIS A FESTINHA JÁ ESTAVA DEIXANDO - O IMPACIENTE!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

COMENDO PIPOCA
E TOMANDO REFRIGERANTE!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

OLHA O BICO!

GENTE QUERO DIZER QUE O COMPORTAMENTO DELE FOI EXCELENTE NESTE DIA !FICOU CALMO POR UM BOM TEMPO SEM AGITAÇÃO!

WILLIAN NA FESTA JUNINA

OLHA ELE AI QUE GRACINHA!

17 junho 2010

A sexualidade dos deficientes intelectuais


A sexualidade dos deficientes intelectuais
Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos?
 EM FAMÍLIA
Cíntia (ao lado) sempre sonhou se casar e ser mãe. Ela hoje vive com o marido, Miguel, e o filho, Augusto, em Florianópolis
Guilherme Ternes
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, há 3 milhões de deficientes intelectuais. São pessoas com “dificuldades ou limitações associadas a duas ou mais áreas, como aprendizagem, comunicação, cuidados pessoais, com a saúde e a segurança”. Não há um ranking das causas da deficiência no país. Mas há diversos fatores de risco: síndromes genéticas (como de Down e de Williams, que afeta as áreas cognitiva, comportamental e motora), doenças infecciosas como rubéola e sífilis, abuso de álcool ou drogas na gestação, desnutrição (da mãe ou da criança) e falta de oxigenação no cérebro.
“Crianças com deficiência criadas em ambientes que favorecem o desenvolvimento e a autonomia podem ser capazes de namorar e constituir família”, afirma Mina Regen. “Cada caso deve ser analisado de acordo com suas singularidades.” Cíntia, de Florianópolis, mora com o marido e o filho na casa dos pais. Em Socorro, São Paulo, cidade de 33 mil habitantes, o arranjo mais conveniente para um casal de deficientes e suas famílias foi diferente. Maria Gabriela Andrade Demate e Fábio Marcheti de Moraes, ambos de 29 anos, vivem com a mãe dele. A filha do casal, Valentina, mora com a avó materna. Todas as manhãs, Gabriela pula da cama e corre para ajudar a cuidar da menina. “Mamãe”, diz a falante Valentina, de 1 ano e meio, ao escutar o barulho da porta.
Quando Gabriela deu à luz, sua história repercutiu pelo Brasil. Na Associação Carpe Diem, na Zona Sul de São Paulo, uma das raras instituições para deficientes intelectuais que lidam com a sexualidade e os direitos reprodutivos, o assunto reacendeu discussões diversas: gravidez, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis. “Tenho vontade de transar um dia. Mas tenho de estar preparada”, diz Mariana Amato, de 30 anos. “Eu queria engravidar. Gostaria de ser mãe.”
A abordagem da Carpe Diem é a do Projeto Pipa: Prevenção Especial, criado pelas psicólogas Lilian Galvão e Fernanda Sodelli. Conceitos sobre a manifestação da sexualidade são transmitidos, principalmente, em rodas de conversa. Os “jovens Pipa” aprendem, por exemplo, a identificar abuso sexual com o uso de bonecos. A pedagogia ajuda a transformar abstrações em ideias concretas. “Antes do Projeto Pipa, eu tinha um medo danado e ficava confusa”, afirma Ana Beatriz Pierre Paiva, de 32 anos. “O que é sexualidade? O que é namorar? O que é gostar de alguém?” Bia revela que descobriu o próprio corpo, que tem desejos e que os atos de uma pessoa têm consequências – algumas agradáveis, outras não. Também conseguiu se aproximar dos pais e dizer o que pensa. “A vontade de ter um compromisso sério é grande. Mas meus pais acham que sou nova.” A mãe de Bia, Ana Maria Pierre Paiva, reconhece que é “superprotetora” e que teria dificuldades de aceitar um relacionamento da filha.
Bia é de uma geração de deficientes intelectuais brasileiros que começou agora a se engajar num movimento de autodefesa. Junto com Mariana Amato e Thiago Rodrigues, de 22 anos, ela dá palestras sobre direitos sexuais e reprodutivos pelo país. Em agosto, os três estiveram num evento em João Pessoa, Paraíba. “Tem gente que olha para a nossa cara e pensa: ‘Esses garotos não sabem de nada, não crescem’”, diz Thiago. “Geralmente, a gente não pode viver a sexualidade por causa da falta de compreensão das pessoas.”
Certa vez, Mariana e o namorado foram ao cinema e tiveram de trocar de sala porque um casal se sentiu incomodado e chamou o segurança. “O segurança me disse que os dois estavam apenas se beijando”, afirma Glória Moreira Salles, mãe de Mariana. Agora, Mariana e o namorado só se comunicam por internet e telefone. Ela se mudou temporariamente para Lucena, na Paraíba. Durante seis meses, vai morar com a amiga Lilian Galvão, uma das criadoras do Projeto Pipa, e trabalhar numa ONG. “Chegou a minha hora. Vou conviver no mundo lá fora e seguir o meu projeto de vida”, diz Mariana. A mãe, Glória, afirma que, com o decorrer do tempo, passou a enxergar a filha de maneira diferente. “Aprendi que quem põe os limites é ela.”
O sucesso do Pipa é possível porque envolve as famílias. “Se o Pipa tivesse chegado antes, não teria levado minha filha para fazer laqueadura”, afirma uma mãe. A cirurgia seria evitada se a jovem já conhecesse os métodos contraceptivos e soubesse como se proteger de abusos. Ainda há famílias que recorrem à esterilização. “Não é crime. Mas é uma violação de direitos proibida pela convenção da ONU, ratificada pelo Brasil em 2008”, diz Izabel Maior, chefe da Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, ligada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
“A gente tem condições de aprender a se proteger”, diz Mariana, “e, com o suporte da família, a gente pode ter autonomia.” Mariana demonstra ser uma mulher determinada. Bia é doce, fala sorrindo com os olhos. Suas palavras, pronunciadas de maneira calma e fluida, não são menos assertivas que as da amiga Mariana: “Somos seres humanos e nos sentimos como seres humanos, como todos vocês”.

A sexualidade dos deficientes intelectuais


A sexualidade dos deficientes intelectuais
Com um pouco mais de autonomia e liberdade para fazer as próprias escolhas, os deficientes intelectuais colocam uma nova questão para o país: a quem cabe decidir se eles podem fazer sexo e ter filhos?
Marisa Cauduro

AUTODEFESA
Mariana, Bia (no centro) e Thiago. Eles dão palestras sobre os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes
Deitada no leito do consultório médico, Cíntia Carvalho Bento tira os óculos para enxugar as lágrimas. Era 6 de março. Ela acabara de ouvir, pela primeira vez, os batimentos cardíacos de seu bebê. “Graças a Deus, tem um neném na minha barriga.” Cíntia, de 38 anos, traz no rosto os sinais da síndrome de Down: olhos pequenos e amendoados, boca em forma de arco, bochechas proeminentes. E, na alma, desejos semelhantes aos das mulheres comuns: trabalhar, namorar, casar, ser mãe. Todos realizados. Cíntia nasceu numa família que aprendeu a dialogar e a respeitar, quando possível, suas escolhas. E que não encarou sua deficiência intelectual – característica dos Downs – como um obstáculo incontornável.
“Aceitamos bem os namoros e o casamento da Cíntia. Meu marido e eu sempre achamos que nossa filha deveria levar uma vida próxima do normal”, afirma Jane Carvalho. “A gravidez é que foi um susto. Tivemos medo de que a criança viesse com problemas de saúde. Mas logo descobrimos que não.” Augusto está com 3 meses. “Estou muito feliz. Pego ele no colo, mudo (as fraldas), dou banho”, diz Cíntia. A gestação não foi planejada. Mas Cíntia sempre quis ter um filho. Ela conheceu o marido, Miguel Egídio Bento, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Florianópolis. Cíntia era aluna. Miguel, hoje com 42 anos, funcionário. A amizade virou namoro bem depois, numa colônia de férias. O casamento, em junho de 2006, foi como nos sonhos dela: vestido de noiva, igreja, festa e lua de mel.
A vida de Cíntia é uma exceção. As relações afetivas e sexuais são o tema mais controverso e cercado de preconceitos no universo da deficiência intelectual – um assunto que mexe com valores morais e culturais. “É necessário derrubar o mito de que as pessoas com deficiência intelectual são assexuadas ou têm a sexualidade exacerbada”, afirma Fernanda Sodelli, diretora do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia. “Elas não são anjos nem feras que precisam ser domadas. E têm o direito de viver a sexualidade.” Isso quer dizer não apenas o direito de transar, mas o de conhecer o próprio corpo e aprender como se comportar na intimidade: saber se cuidar, estabelecer relações, lidar com as emoções, construir a própria identidade.
Entre os deficientes intelectuais é comum querer namorar apenas para ter o prazer de beijar na boca. Ou de andar de mãos dadas. Manifestações normais da sexualidade ainda hoje são interpretadas como problema. Foi o que a psicóloga Fernanda viu no consultório quando um pai a procurou preocupado com o filho de 18 anos, que se masturbava pela casa. O pai contou que tentara explicar que aquele comportamento seria aceitável apenas quando o filho estivesse sozinho. “Pai, o que é sozinho?”, perguntou o rapaz. Ninguém lhe ensinara a diferença entre o público e o privado, e o que é adequado ou inadequado em cada um desses espaços. Na infância, o garoto era obrigado a usar o banheiro de porta aberta. O quarto nem porta tinha. Ele cresceu sendo espionado o tempo todo, sem noção de privacidade.
No caso de Cíntia, seus pais se deram conta de que era hora de o relacionamento com Miguel evoluir para o casamento quando ela pediu permissão para o namorado dormir na casa da família. No final da adolescência, Cíntia já sentia vontade de namorar. Abraçava árvores e fingia beijá-las como se fossem um príncipe. Viveu o primeiro romance no início da década de 1990, aos 21 anos, numa época em que os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais nem sequer eram cogitados. A discussão é recente no país. O movimento de inclusão deu visibilidade aos deficientes e abriu frestas nas portas das escolas e do trabalho.
Pela lei brasileira, os direitos sexuais e reprodutivos dos deficientes intelectuais são os mesmos de qualquer outro cidadão. A garantia desses direitos, no entanto, vai além da capacidade do Estado. Depende do bom senso e da disposição das famílias – a maioria marginalizada durante toda a existência e sem o conhecimento necessário para lidar com a complexidade da questão. A principal dificuldade dos deficientes intelectuais é o pensamento abstrato. Como ensiná-los que atos idênticos podem ter intenções e significados diferentes? E que, por isso, alguns seriam permitidos e outros não? Se o namorado bota a mão no seio da garota, é carinho; quando a mão é do tio ou do vizinho, é abuso sexual. Se a mão é do ginecologista, trata-se de um exame de rotina.
Na dúvida, grande parte das famílias encara a superproteção e a repressão da sexualidade como o único caminho para afastar os filhos dos riscos. Deixar de pensar e decidir por eles é uma tarefa custosa e que exige desprendimento. E, se algo der errado, conseguirei conviver com a culpa? Qual é a medida certa da autonomia? A dependência, às vezes mútua, prejudica o desenvolvimento do deficiente. “Os pais precisam ser trabalhados para enxergar primeiro o filho e depois a deficiência”, diz a assistente social Mina Regen, coautora do livro Sexualidade e deficiência: rompendo o silêncio. “É fundamental que as pessoas com deficiência intelectual sejam ouvidas e aprendam a fazer escolhas desde a infância, por mais simples que sejam.” Isso inclui da roupa a vestir até o que comer.
Segundo especialistas, entre todas as deficiências, a intelectual é a mais temida pelas famílias e a mais discriminada pela sociedade. “Somos educados para acreditar que existe uma hierarquia entre condições humanas”, diz Claudia Werneck, superintendente da Escola de Gente, uma ONG baseada no Rio de Janeiro que desenvolve projetos de inclusão social. “No colégio, as boas notas fazem a alegria dos pais. A felicidade do filho fica em segundo plano.” A Escola de Gente mediu os níveis de intolerância aos deficientes intelectuais em mais de 300 oficinas feitas em dez países. Num determinado momento da exposição, uma pergunta é feita à plateia: “Quem daqui é gente?”. O palestrante segue fazendo questionamentos que provocam o público. “Pelo menos 90% dos presentes dizem que é humano quem tem o intelecto funcionando bem”, afirma Claudia.

13 junho 2010

Um autista para cada 150 pessoas

Um autista para cada 150 pessoas

O transtorno se manifesta de inúmeras formas e nem sempre é fácil de identificar

Por Ivan Padilla
Em menor ou maior grau, o autismo atinge uma em cada 150 pessoas, apontam estudos americanos. Não se sabe a causa exata. Fatores genéticos ou exposição a toxinas do cérebro em desenvolvimento são as hipóteses mais prováveis. Os pacientes têm aparência normal, a não ser quando o transtorno aparece associado a outras doenças mentais.
Quando se fala em autista, a imagem que vem à cabeça da maioria das pessoas é a do ator Dustin Hoffman em “Rain Man”. O personagem do filme tem a Síndrome de Savant, um tipo de autismo que atinge um em cada dez pacientes. Os savants costumam ter uma memória prodigiosa, porém uma forte limitação intelectual.
Uma das manifestações mais suaves é a Síndrome de Asperger. Os pacientes têm dificuldade para interagir e demonstrar afeto, mas não apresentam atraso cognitivo e mental. Falam de forma pedante e têm interesses bastante específicos. O americano Vernon Smith, prêmio Nobel de Economia em 2002, tem a síndrome. Os psiquiatras acreditam que gênios como Michelangelo, Isaac Newton, Albert Einstein e Charles Darwin também tinham traços de Asperger.
Pessoas que sofrem da Síndrome de Asperger são as mais aptas a trabalhar. “O maior problema é a o preconceito”, afirma Marli Marques, coordenadora-geral da Associação de Amigos do Autista (AMA), entidade com quatro casas de assistência em São Paulo . “Eles não conseguem se expressar bem e têm caligrafia ruim. Dificilmente passam em uma entrevista de emprego”.
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Ele viu o valor dos diferentes

Ele viu o valor dos diferentes

Pai de um autista, o dinamarquês Thorkil Sonne abriu uma consultoria de tecnologia da informação para empregar portadores da doença. O resultado: um negócio lucrativo e preciosas lições de vida

Por IVAN PADILLA

Ulrik Jantzen
UM BOM NEGÓCIO_Thorkil Sonneno jardim de sua consultoria, a Specialisterne: em cinco anos, faturamento de 2 milhões de euros
Lars começou a apresentar os primeiros distúrbios de comportamento assim que entrou no jardim de infância, aos 3 anos. Em vez de brincar com os amiguinhos, passava horas solitariamente, entretido com os próprios brinquedos. A rotina não variava, do momento em que chegava até o sinal da saída. As palavras, antes abundantes, começaram a faltar. Seus dois irmãos mais velhos, Anders e Rasmus, de 10 e 7 anos, nunca haviam demonstrado nenhum problema de fala ou de relacionamento. Algo parecia errado com Lars. Era início de 2000. Poucos meses depois, Thorkil Sonne e sua mulher, Annete, moradores de Copenhague, na Dinamarca, receberam o diagnóstico de seu filho: autismo. “Todos os nossos planos desabaram”, disse Sonne a Época NEGÓCIOS. O autismo manifesta-se de forma diferente em cada pessoa – por isso, é tratado como um espectro de transtornos. Mas alguns sintomas são comuns. A comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação são sempre afetadas. Não existe cura. A pessoa nasce e morre com a doença.
Sonne começou a frequentar associações de apoio aos pais e a acompanhar atentamente o comportamento dos portadores da doença. Descobriu neles muitas habilidades. Autistas podem ser extremamente atentos e capazes de permanecer concentrados na mesma atividade por muito tempo. Também conseguem seguir instruções com facilidade e têm boa memória. Como não gostam de surpresas, percebem facilmente qualquer alteração em um padrão.
Qualidades como essas seriam úteis em diversas áreas de atividade, pensou Sonne. Mas que serviços seriam? Em que empresas estariam esses postos? Sonne pesquisou possíveis mercados de trabalho. Em 2004, quatro anos depois do diagnóstico do filho, pediu demissão da TDC, a companhia dinamarquesa de telecomunicações, e abriu uma consultoria de tecnologia da informação na sala de casa. Ele mesmo daria emprego a portadores de autismo. O nome escolhido para a empresa foi Specialisterne, ou Os Especialistas.
Foi uma ação solidária, de inclusão social, sem dúvida, mas não apenas. A iniciativa logo se mostrou um negócio lucrativo. Em cinco anos de atividade, a empresa atingiu faturamento de 2 milhões de euros. Possui dois escritórios na Dinamarca e até o fim deste ano terá aberto filiais em Glasgow (Escócia) e em Zurique (Suíça). Seu maior cliente é a Microsoft. Dos 60 empregados, 43 são portadores de autismo. Sonne foi procurado por mais de 50 instituições europeias interessadas em implantar projetos semelhantes. Neste semestre, o caso da empresa fará parte do programa de ensino da Harvard Business School, a escola de pós-graduação em administração de Harvard. “A razão do sucesso é simples”, afirma Sonne. “Ninguém faz melhor esse trabalho do que eles.” Entre os serviços oferecidos pela consultoria estão testes e desenvolvimento de interfaces de sites e aplicativos para softwares. “Uma pessoa normal consegue checar um manual de instruções uma, duas, três vezes. Mas depois a atenção se dispersa”, diz Sonne. “Nossos funcionários conseguem pegar uma contradição entre a introdução e o último capítulo.”
PENSAR DIFERENTE
A minúcia na checagem de informação é essencial nesse setor. “Essas tarefas são desempenhadas por profissionais iniciantes”, diz Antônio Carlos Guedes Júnior, analista da Topmind, consultoria brasileira especializada em tecnologia da informação. “Falhas, infelizmente, são comuns”, diz Guedes. A taxa de erro registrada na consultoria dinamarquesa, de acordo com Sonne, é de 0,5%. Nas empresas convencionais, a média é até dez vezes maior.
Cerca de 80% dos empregados da consultoria são homens, devido à alta incidência da doença na população masculina. Têm entre 19 e 46 anos. Todos ganham salário. O expediente é de 15 horas semanais. Os escritórios assemelham-se a qualquer outro. Cada empregado tem uma mesa com computador. A diferença está no zelo com a ordem. Autistas precisam de ambientes tranquilos. Muitos serviços são prestados fora da sede. Os clientes, então, são orientados a manter o escritório em silêncio e a falar com eles sem ironia ou sarcasmo. “Autistas não conseguem filtrar o tom de uma conversa”, afirma Sonne.
Os funcionários passam por um treinamento de cinco meses. Os testes de aptidão são feitos com um robô da Lego desenvolvido com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um brinquedo que exige atenção, paciência e lógica. As peças de encaixar vêm com um software e um motor com sensores infravermelhos. O robô pode ser programado no computador para desempenhar funções como buscar objetos. Os dados são transmitidos por Bluetooth. Sonne teve a ideia de usar os pequenos tijolos coloridos ao ver seu filho montar objetos complexos com os pinos e blocos.
A trajetória bem-sucedida da consultoria dinamarquesa deixa algumas lições. Virou lugar-comum nas empresas a valorização do trabalho em equipe. “Mas as corporações não deveriam apenas olhar para as habilidades sociais”, diz Sonne. “A diversidade também é essencial. As empresas precisam de pessoas que pensam diferente. E autistas pensam diferente.” Para eles, trabalhar tem função terapêutica. “Eles se sentem mais confiantes”, diz Sonne.
O pequeno Lars, que inspirou a Specialisterne, tem hoje 13 anos. Quando completar 18, quer trabalhar na consultoria. “Mas por dois ou três anos. Depois disso ele quer ser motorista de trem”, diz o pai. É uma tarefa complexa para os autistas, que costumam entrar em pânico quando precisam tomar decisões. Se pudesse realizar seu sonho, Lars seria um maquinista muito atento.
Ulrik 
Jantzen
O TREINAMENTO_Sonne (ao fundo) observa funcionários autistas de sua consultoria montarem robôs com peças do brinquedo Lego: criados em parceria com o MIT, os robôs são usados para testar a capacidade de atenção, paciência e lógica

12 junho 2010

A AMA – ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO AUTISTA busca profissionais para as vagas de: A AMA – ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO AUTISTA busca profissionais para as vagas de: Auxiliar e/ou Técnico de Enfermagem, para atuar na Unidade de Parelheiros. Regime de contratação: CLT Operador de telemarketing, 06 vagas, para atuar de 2ª a 6ª feira das 14h20 às 20h20. Remuneração: 658,00 + benefícios e gratificação. Descrição da vaga: atendimento ativo. Não é necessário ter experiência. Ensino médio completo. Região de trabalho: Cambuci Interessados devem enviar currículos para falecom@ama.org.br, identificando no assunto a vaga de interesse.

Como Eu Decido se Uso ou Não Medicação para Meu/Minha Filho(a) com Autismo? Eu Deveria Tentar a Terapia Comportamental Primeiro?A decisão de se devo usar medicação ou a intervenção comportamental no tratamento de uma criança com autismo pode ser difícil em alguns casos e sempre merece consideração cautelosa. Há o consenso sólido que todas as crianças com autismo precisam de educação incluindo ambientes enriquecidos para aprendizagem, treinamento da fala e linguagem e instrução para promover habilidades sociais e de vida diária. Há menos concordância e até controvérsia no papel da medicação de crianças com autismo. Por exemplo, muitos clínicos e pais advogam intervenções comportamentais ao invés de medicação. Apesar da falta de consenso em como e quando usar medicação em crianças com autismo, o uso de medicação em crianças com autismo aumentou de modo estável ao longo da década passada. Este aumento indisputado no uso de medicação ocorre em face de inconsistência da evidência de que medicação comumente utilizada realmente é eficaz. Ao mesmo tempo, o termo “terapia comportamental” engloba um amplo espectro de técnicas e intervenções—nem todas têm evidência que as apoiem. Portanto, a incerteza dos pais em relação ao uso de medicação ou intervenção comportamental em crianças com autismo é compreensível.

A decisão de se devo usar medicação ou a intervenção comportamental no tratamento de uma criança com autismo pode ser difícil em alguns casos e sempre merece consideração cautelosa. Há o consenso sólido que todas as crianças com autismo precisam de educação incluindo ambientes enriquecidos para aprendizagem, treinamento da fala e linguagem e instrução para promover habilidades sociais e de vida diária. Há menos concordância e até controvérsia no papel da medicação de crianças com autismo. Por exemplo, muitos clínicos e pais advogam intervenções comportamentais ao invés de medicação. Apesar da falta de consenso em como e quando usar medicação em crianças com autismo, o uso de medicação em crianças com autismo aumentou de modo estável ao longo da década passada. Este aumento indisputado no uso de medicação ocorre em face de inconsistência da evidência de que medicação comumente utilizada realmente é eficaz. Ao mesmo tempo, o termo “terapia comportamental” engloba um amplo espectro de técnicas e intervenções—nem todas têm evidência que as apoiem. Portanto, a incerteza dos pais em relação ao uso de medicação ou intervenção comportamental em crianças com autismo é compreensível.

Menina autista é achada em floresta após 4 dias desaparecida

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 Menina autista é achada em floresta após 4 dias desaparecida
14 de abril de 2010 11h50 atualizado às 11h54

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Desaparecida desde sexta, Nadia Bloom, 11 anos, é
 carregada por 
membros das equipes de resgate após ser encontrada Foto: AP Sumida desde sexta, Nadia Bloom é carregada por membros das equipes de resgate após ser encontrada
Foto: AP
Uma menina de 11 anos, desaparecida há quatro dias, foi resgatada na terça-feira de uma área florestal rodeada de pântanos no centro da Flórida, Estados Unidos. Nadie Bloom foi levada a um hospital desidratada e coberta de picadas de insetos, segundo informa nesta quarta a agência EFE.
A menina desapareceu de sua casa, em Winter Spring, a 24 km de Orlando, na última sexta-feira. A polícia chegou a acreditar que se tratava de um sequestro, depois de encontrar sua bicicleta a cerca de 1 km de casa.
Nadie sofre da síndrome de Asperger, uma doença relacionada ao autismo, e disse que entrou na área florestal e se perdeu em meio a densa vegetação. Ela foi encontrada por James King, um dos 100 voluntários que se somaram à operação de resgate.
King disse à imprensa que nunca tinha estado na região, mas que assim que chegou à floresta viu a menina em um clarão. "Gritei: 'Nadie, Nadie' e ela respondeu 'que'", disse o homem, que os familiares da menina estão chamando de "herói".
As equipes de resgate precisaram abrir caminho em meio à mata com machados para chegar à área onde Nadie foi encontrada. A polícia chegou a utilizar um helicóptero para localizar King e a menina. O sinal de GPS do telefone celular do voluntário também auxiliou a encontrá-los.
"Estou feliz que me encontraram. Não posso acreditar que me resgataram", disse Nadie aos integrantes da equipe de resgate. Ao ser encontrada, ela estava sem sapatos e com os pés molhados. Apesar dos sinais de desidratação, os médicos garantiram que seu estado de saúde é bom.
 

O curso ABA – Análise do Comportamento Aplicada para pessoas com desesnvolvimento atípico


O curso ABA – Análise do Comportamento Aplicada para pessoas com desesnvolvimento atípico será realizado nos dias 03 e 04 de julho

Tutoras: Fernanda Marques e Luciane Lopes
Carga horária: 16h

O curso tem como objetivo definir os conceitos básicos da Análise do Comportamento Aplicada, mostrar as áreas de atuação e apresentar a intervenção ABA com pessoas que tem desenvolvimento atípico.

Aproveite o desconto para pagamentos antecipados e faça a sua inscrição pelo tel. (11) 3376-4401 ou pelo site da AMA

Cronograma do curso:
03/07 – das 8h às 17h 
Manhã
(1) Apresentação da equipe
(2) O que é ABA?
(3) Comportamento
(4) Analisando comportamentos: ferramentas e conceitos básicos
(a) Condicionamento operante
(b) Processos básicos da aprendizagem inerentes à construção do comportamento
(5) Premissas da ABA
(6) Principais componentes da ABA
(7) O espectro do Autismo
(8) Dados do DSM IV e do CID-10 e descrição de comportamentos típicos
(9) Diagnóstico para analista do comportamento
(10) Diagnóstico para a avaliação comportamental
(11) Tratamento
(12) Avaliação comportamental/ Linha de base
– Conceitualização
– Área acadêmica
– Área social
– AVD
(13) Testes de preferência
(14) Economia de fichas
– Conceitualização

Tarde
(1) Dúvidas
(2) Análise Funcional
(a) O que é comportamento problema?
(b) Por que ele ocorre?
(c) Definição operacional
(d) Objetivos de uma análise funcional
(3) Tratamentos Recomendados na Literatura
(4) Elaboração de programas – Minimização de comportamentos
04 de julho – das 8h às 17h
Manhã
(1) Dúvidas
(2) Alguns procedimentos de ensino
(a) Tentativa discreta
(b) Ensino incidental
(c) Análise de tarefas
(3) Aprendizagem sem erros
(4) Elaboração de programas – Maximização de habilidades
(a) Componentes de um programa
(b) Tipos de dicas
Tarde
(1) Dúvidas
(2) Linguagem
(3) Comportamento verbal
(4) Funções básicas da linguagem
(5) Fisioterapia no solo
(a) Integração sensorial
(b) Fisioterapia aplicada
(6) Fisioterapia na água

(09/06/2010) Cadastro para treinamento na AMA

Será nos dias 19 de julho às 10h na AMA - Unidade Parelheiros (Rua Henrique Reimberg, 1015) e no dia 21 de julho às 08h na Unidade Cambuci (Rua do Lavapés, 1123) a próxima chamada para cadastro e treinamento de estagiários.
Para esse treinamento esperamos estudantes de Pedagogia, Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física. Os interessados devem comparecer no horário acima para preenchimento de cadastro e uma reunião informativa.
Para mais esclarecimentos:
5920-8018 - Unidade Parelheiros
3376-4400 - Unidade Cambuci