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29 dezembro 2010

Você sabe o que é autismo?

Saiba mais sobre o autismo e deixe sua sugestão

Em 1943 o Autismo foi conceituado pela primeira vez pelo Psiciquiatra Leo Kanner que iniciou um estudo com onze crianças consideradas “diferentes”. O psicólogo Bruno Bettlelhein é autor da Teoria “Mãe Geladeira”, que dizia que os pacientes estavam com transtorno psiquiátrico por terem sido rejeitados pela mãe.

Esse tratamento foi adotado como convencional para os portadores da síndrome e o paciente passava por “sessões terapêuticas” onde devia bater numa árvore de pedra que representava a figura da mãe e assim extravasar todas as suas frustrações. Em 1964, em meio a esse mar de escuridão, surge o Dr. Rimland colocando por terra essa teoria, trazendo o conceito de que o autismo é um distúrbio geneticamente detectado, com transtorno de desenvolvimento (social e linguagem).

O grande caso de autismo na Califórnia originou uma pesquisa e coleta de dados, a partir de 2002, que constatou a epidemia. Muitas pesquisas se sucederam e hoje, nos Estados Unidos, para cada 150 crianças, uma é autista, além de existirem dados que comprovem que o Autista apresenta transtornos de ordem neurilóinflamatória, gastrointestinal, imunológica e toxológica, contrariando tudo o que até então se falava sobre o assunto e dando uma nova perspectiva para o tratamento e pesquisa, imprimindo um novo conceito de autismo não como deficiência, mas sim, enfermidade.

Desde então, a comunidade médica e terapêutica de um modo geral vem se omitindo em fechar diagnóstico de autismo, sugerindo aos pais a observação da evolução de cada caso, o que resulta em tempo perdido para o tratamento.

AUTISMO TEM CURA?

Se o seu filho era uma criança alegre, comunicativa, afetiva, já balbuciando algumas palavras e canções e, de repente, começa a perder o contato visual, a emitir risos e movimentos repetitivos (esteriotipia), não interagindo com outras crianças e com a própria família, agindo como se fosse surdo, brincando de forma inadequada, sem função, com brinquedos, girando os objetos insistentemente e longo período de tempo, usando as pessoas como ferramenta, apresentando hiperatividade, seu filho pode ser um AUTISTA. Procure informações em sites que são citados neste site e você se surpreenderá com tantas informações atuais sobre este tema.
Algumas crenças citadas abaixo foram desenvolvidas ao longo do tempo sobre autismo, que hoje não são mais consideradas como verdadeiras, após estudos científicos realizados por cientistas nos Estados Unidos e outros países:

• Crianças com autismo com idade acima de 7 anos não podem ser ajudadas;
• Crianças com autismo sempre apresentam retardo mental e não podem aprender muito;
• Não existe tratamento para autismo;
• Autismo é sempre condição para o resto da vida;
• Autismo é causado pela forma com que as crianças são criadas;

Todas estas crenças já caíram por terra, após estudos científicos está comprovado que:
• O autismo pode ser transformado profundamente através de tratamentos biomédicos, dietas alimentares e terapias comportamentais e cognitivas;
• O autismo é causado por alterações neurológicas, através intoxicações por metais pesados, intoxicações alimentares, causando problemas gastro intestinal , onde o intestino se torna permeável ocasionando passagem para corrente sanguínea de lixos que podem afetar o cérebro através dos neuro-transmissores, e também por fatores genéticos, e outros.
• O autismo não é considerado irreversível, pela característica do cérebro ser maleável aceitando mudanças, desde que tratado de forma adequada
• Quanto mais diversão e atenção você tem mais crescimento de hormônio maleável, propiciando o desenvolvimento, isto aplica-se tanto para criança como para adulto.
• Acredite nas possibilidades do autista, oferecendo-lhe possibilidade de interação,atenção, muito carinho e presença física;
• Entenda que o autista sente dor e por não poder falar, agride muitas vezes para pedir socorro, e principalmente as pessoas que ele mais ama, pois elas é que podem ajudá-lo a sair de uma crise de dor ou desconforto.



O QUE FAZER?

Quando a criança demora a falar, é muito comum se dizer que isso é normal ou mesmo “de família”, mas o grande aumento de casos de autismo no Brasil e em todo mundo chama-nos a atenção para o fato de que por detrás disso pode estar oculto um dos sintomas do Autismo
E quanto mais cedo diagnosticado, tratado através de tratamentos biomédicos e terapêuticos, maiores as possibilidades de cura.

Baseado nas explanações citadas acima a ADEFA começou a mudar o conceito de autismo no Brasil, oferecendo aos pais e profissionais orientações de tratamentos tanto na área terapêutica como na área biomédica e dieta alimentar de glúten, caseína, açúcar e outras, tendo como base alguns exames que detectam que alimentos podem fazer mal ao organismo de cada um. Em outra secão citaremos alguns exames que poderão comprovar deficiências graves apresentadas nos autistas.

Seguindo este caminho para comprovar cientificamente que o que nós falávamos era verdadeiro e por falta de profissionais especializados criamos a Clinica Escola Metamorfose, recebemos crianças autistas em horário regular de escola com atendimento multidisciplinar: terapias comportamentais, fonoaudiologia, terapia ocupacional, Arte-terapia e psicopedagogia, fundamentada no Programa ABA, a fim de provar que podemos mudar a realidade da família e principalmente do autista, oferecendo orientação de tratamentos biomédicos, nutrição para realização de dietas, e todo tipo de terapia afim de obter resultado eficiente aos portadores deste espectro.

22 dezembro 2010

O Programa Son-Rise®

Início do Programa

Ao começar algo novo, vivenciamos novos desafios, dúvidas, e até momentos de frustração. A Inspirados pelo Autismo busca auxiliar o início da sua maravilhosa viagem junto ao seu filho. Ao brincar com a criança com autismo de uma maneira em que a criança participe mentalmente, emocionalmente e fisicamente, um novo crescimento cerebral estará sendo solidificado. Abaixo encontram-se informações e links para ajudá-lo na sua jornada para uma perspectiva inspirada pelo autismo.

Todo crescimento neurológico é solidificado através de ações. Decidir adotar uma nova perspectiva é uma coisa, investir em ações físicas derivadas desta perspectiva é que a tornará uma realidade para você.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

1. Passe 30 minutos por dia 1:1 (um a um) com sua criança.

  • Leve sua criança para o quarto mais calmo e silencioso de sua casa.
  • Faça o melhor para preparar o quarto de forma que não haja interrupções nesses 30 minutos.
  • Leve com você uma pequena caixa de brinquedos ou atividades. (Deixe os brinquedos eletrônicos do lado de fora.)
  • Pouco a pouco aumente o tempo que você passa 1:1 com sua criança com acréscimos de 15 minutos.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

2. “Junte-se” à criança.
Como uma maneira de entender e construir uma relação mais profunda com sua criança faça exatamente o que ela está fazendo. Concentre-se em se divertir nesse momento “no mundo dela” (Um aspecto marcante do Programa Son-Rise).
Por exemplo:

  • Se sua criança estiver pulando numa bola, pule numa bola também.
  • Se sua criança estiver correndo de um lado para o outro, corra de um lado para o outro.
  • Se sua criança estiver recitando a cena de um filme ou livro, recite a mesma cena com ela.
  • Se sua criança estiver resolvendo problemas de matemática, faça os seus próprios problemas de matemática com ela.
  • Se ela estiver olhando fixamente para a parede, olhe para a parede com ela.
  • Faça o que ela estiver fazendo, exatamente da mesma forma.
À medida que você fizer o que ela estiver fazendo, concentre-se em realmente se divertir com a atividade.

Mariana Tolezani no quarto de brincar com uma criança com autismo

3. Concentre-se no contato visual.
Quanto mais a criança olhar mais ela aprenderá. Quanto mais você se concentrar no contato visual com sua criança, mais esse contato aumentará – dando a oportunidade de sua criança aprender com você. O contato visual é de fundamental importância para todos os aprendizados futuros.
Por exemplo:

  • Celebre sua criança cada vez em que ela olhar para você. Você pode dizer, “Uau, eu adoro quando você olha para mim!” ou “O seu olhar é lindo!” ou “Obrigado por olhar para mim.” Não importa o que você diga, mas sim que você se sinta entusiasmado e agradecido pelo fato de sua criança ter escolhido olhar diretamente para os seus olhos.
  • Traga a atenção para a sua face e olhos. Torne o seu rosto interessante usando chapéus, óculos divertidos, adesivos e pinturas, etc.
  • Posicione-se em frente à criança, no nível dos olhos ou abaixo, tornando mais fácil para ela olhar para você. Quando oferecer brinquedos, alimentos ou algo para beber, posicione-os na altura dos seus próprios olhos.

Por acreditarmos na eficácia do Programa Son-Rise estamos oferecendo a você uma amostra de nossos princípios. Estes princípios podem ser aplicados imediatamente com sua criança especial. (Observação: Sugerimos que você escolha uma técnica que se aplique a sua criança e use-a consistentemente em cada oportunidade durante 2 a 4 dias.)

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

1ª Área de Desafio:
A criança tem verbalização limitada ou não fala.
Princípios para Orientação:

  • Se você ensinar que a linguagem é para comunicação (e não apenas sons para serem memorizados e repetidos), você mostra para a criança que existe um motivo para falar.
  • Se a linguagem é vista como útil e divertida, as crianças ficam motivadas para usá-la.

Aplicando os Princípios:
  • Responda rapidamente aos sons que sua criança emitir. Quando a criança emitir um som (mesmo que você não tenha certeza do que ela quer dizer), mova-se rapidamente e ofereça algo mesmo que você não saiba o que ela está pedindo. Demonstre que comunicações verbais fazem com que as pessoas se movam. Mostre a ela que a fala lhe trará poder.
  • Mostre que cada palavra falada resulta em uma ação. Ensine inicialmente verbos e substantivos associados a ações. Essas palavras são mais fáceis de responder e mostram o poder da linguagem. Ex: se você ensina a expressão colo, você pode carregar seu filho no colo cada vez que ele usar essa expressão. Em contraste, se você ensina a palavra mesa, não há ação específica resultante do uso dessa palavra. Exemplos de substantivos efetivos: bola ou bolha (de sabão).
  • Celebre cada tentativa de comunicação. Se sua criança tentar dizer uma palavra, vibre e celebre intensamente! Queremos que as crianças fiquem empolgadas ao tentar e tentar e tentar de novo. Para isto celebramos não apenas o sucesso, mas também qualquer esforço feito pela criança.

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

2ª Área de Desafio:
A criança é incapaz ou não quer participar das atividades do cotidiano (ex: escovar os dentes, usar o banheiro, higiene pessoal, preparo das próprias refeições, vestir-se, etc.).
Princípios para Orientação:

  • Todas as pessoas (crianças e jovens adultos) se movem em direção ao que é divertido e prazeroso. Se estas atividades forem vistas como agradáveis, nossas crianças ficarão motivadas para participar delas ao invés de evitá-las .
  • As pessoas necessitam de um tempo para aprender – vale a pena investir tempo para ajudar sua criança a adquirir novas habilidades.

Aplicando os Princípios:
  • Faça/ensine essas atividades continuamente durante o dia. Ao invés de apenas fazê-las durante as horas mais ocupadas do dia (ex: quando tenta apressar as crianças para saírem de casa para que não percam o ônibus escolar), procure outras oportunidades para ensinar vagarosamente essas atividades.
  • Dê atenção e celebre todos os membros da família que participarem dessas atividades (ex: “Viva papai! Você vestiu o seu próprio casaco!”).
  • Tenha reações grandes e empolgadas para qualquer sinal de interesse ou disposição da criança nessa área (ex: quando a criança olhar para a escova de dente, quando ela vestir a camisa ao contrário, etc.).
  • Torne a atividade divertida! (O quê? Escovar os dentes de forma divertida? Sim! Escovar os dentes pode ser divertido!)
  • Seja flexível em relação ao tempo. Se sua criança se esquiva para não pentear o cabelo, ao invés de forçá-la ou pressioná-la, espere 10 minutos e tente de novo.

Mariana Tolezani da Inspirados pelo Autismo no quarto de brincar

3ª Área de Desafio:
A criança exibe comportamentos ritualísticos e repetitivos de auto-estimulação.
Princípios para Orientação:

  • Crianças e adultos utilizam estes comportamentos para organizar a compreensão do ambiente em que estão inseridos e adquirir uma sensação de controle interno.
  • Estes comportamentos podem ter natureza curativa.
  • Estes rituais podem ser uma porta de entrada para a interação humana e relacionamentos sociais.
  • Estes comportamentos são confortantes para as crianças e têm um propósito mesmo quando não os compreendemos.

Aplicando os Princípios:
  • Ao invés de tentar parar um comportamento forçadamente, “junte-se” a este comportamento para ajudar a brincadeira solitária se tornar uma brincadeira a dois. Faça parte verdadeiramente dos “jogos” da criança antes de pedir a ela para fazer parte dos seus.
  • “Junte-se” às atividades de sua criança imitando exatamente o que ela faz (Ex: se sua criança está balançando as mãos, balance suas mãos com ela.). Posicione-se de forma que sua criança possa ver o que você está fazendo.

Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America

4ª Área de Desafio:
A criança possui um amplo vocabulário ou fala usando sentenças, mas não apresenta a habilidade de usar a linguagem eficientemente em situações sociais.
Princípios para Orientação:

  • Se ajudarmos uma criança a estabelecer confiança na comunicação social, ela tentará mais vezes.
  • As crianças são motivadas a usar as suas habilidades verbais com os outros quando a elas é mostrado o benefício trazido pela comunicação.

Aplicando os Princípios:
  • Recrie situações sociais em um ambiente livre de distrações inventando brincadeiras que simulem circunstâncias sociais conhecidas.
  • Ofereça frases/sentenças específicas que você quer que a criança aprenda, dentro de um contexto de uma atividade ou jogo estimulante. (Ex: ao invés de corrigir a criança ou “alimentá-la” com sentenças para repetir, crie um jogo chamado “supermercado” e mostre a ela como interagir com você enquanto você finge ser o caixa.)
  • Mostre-se entusiasmado para conversar sobre o tema de interesse de sua criança (Ex: Turma da Mônica, dinossauros, perguntas repetitivas como “A que horas é o jantar?”, etc.). Seja um modelo. Se quisermos que ela converse sobre as nossas áreas de interesse, primeiro temos que conversar sobre os interesses dela. Após termos prestado atenção nas áreas de interesse da criança, podemos então começar a conduzir gentilmente a conversa em direções diferentes.
  • Ao invés de corrigi-la continuamente ou mostrar a ela como o que ela está dizendo está fora de contexto ou já foi dito antes, celebre o fato de que ela está se comunicando com você. Deixe que ela saiba o quanto você adora ouvi-la falar e compartilhar.

Facilitadora e criança no Autism Treatment Center of America

5ª Área de Desafio:
A criança grita, chora, bate, joga objetos, etc.
Princípios para Orientação:

  • As crianças utilizam esses comportamentos porque eles funcionam. Se uma criança está gritando, é porque aprendeu que dessa forma ela consegue o que quer. Se este comportamento perder a utilidade ela não o usará mais.
  • Toda criança ou adulto está fazendo o melhor que pode. Seja qual for a razão, nesse momento eles não são capazes de encontrar uma outra forma de agir. Se pudessem, fariam.
  • Nossas reações desempenham um papel vital em encorajar ou diminuir a freqüência de cada um destes comportamentos.

Aplicando os Princípios:
  • Não demonstre reação. Mantenha sua expressão facial e sua voz em um tom neutro (ex: não grite, não franza as sobrancelhas, não faça careta, etc.). Sempre se movimente vagarosamente e com calma durante esse momento, pois assim você minimiza as suas reações, deixando de ser um possível apoio para esses comportamentos.
  • Ao invés de tentar ignorar esses comportamentos, explique com uma voz calma e amorosa que você não a entende quando se comunica com você dessa maneira. Mesmo que sua criança não saiba falar, sua explicação é útil tanto em conteúdo quanto em tom.
  • Evite dar a “recompensa” que ela quer. Se você oferecer o que ela quer quando grita, você a ensina que essa é uma forma efetiva de comunicação.
    • Cuide de si mesmo. Minimizar suas reações não significa que você tenha que permitir que sua criança bata em você. Tente colocar um travesseiro na sua frente e vagarosamente se movimente para outro lugar.
  • Ofereça uma alternativa. Se sua criança está puxando seu cabelo, ofereça a ela uma corda para puxar no lugar. Se estiver atirando blocos, ofereça então uma almofada ou um brinquedo mais fofo para que ela jogue.
  • Dê reações substanciais de celebração cada vez que sua criança for gentil ou pedir algo de uma maneira que você prefira.
  • Mova-se rapidamente quando ela pedir algo de forma gentil e clara, pois assim você mostra a ela o contraste entre esses tipos de comunicação.

(Direitos autorais reservados ao The Option Institute and Fellowship, site www.autismtreatmentcenter.org)

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Serviços da Inspirados pelo Autismo
Nós oferecemos treinamento no Programa Son-Rise para pais e profissionais através de workshops, consultas telefônicas e visitas domiciliares. O treinamento engloba todos os aspectos relativos à implementação de um programa dinâmico e estimulante que promova o desenvolvimento social de crianças e adultos com autismo ou desafios similares. Para mais informações veja a página Nossos Serviços.
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