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31 maio 2011

G1 Ciência e Saúde31/05/2011 13h23 - Atualizado em 31/05/2011 13h23 Exame de ressonância magnética pode ajudar a diagnosticar autismo Estudo comparou

Do G1, em São Paulo

O uso da ressonância magnética pode ajudar no futuro a diagnosticar casos de autismo, aponta um estudo a ser publicado na edição de agosto da revista científica “Radiology” (radiologia, em inglês) e divulgado nesta terça-feira (31). A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Columbia, em Nova York.

O autismo é um conjunto de doenças neurológicas que fazem o paciente ter dificuldades para se comunicar e interagir com outras pessoas.

Os médicos norte-americanos contaram com a participação de 27 jovens com média de 12 anos de idade. Quinze deles formaram o grupo controle do experimento e eram saudáveis. Os outros 12 eram autistas e tinham dificuldades na fala.

Durante a pesquisa, os garotos passaram por exames de ressonância magnética funcional - enquanto escutavam gravações com as vozes de seus pais. Com as imagens geradas, é possível ver quais áreas do cérebro recebem mais sangue durante a realização de uma tarefa e medir o nível de atividade dos tecidos do órgão.

Após o estímulo, foram medidos os níveis de atividade em duas áreas do cérebro dos participantes: o córtex auditivo primário (A1) e uma parte do lobo temporal ligada à compreensão de sentenças (STG, na sigla em inglês).

Na região A1, as atividades do cérebro não foram diferentes entre os dois grupos. Já na segunda área estudada, os jovens saudáveis apresentaram uma atividade maior na comparação com os jovens autistas.

Para Joy Hirsch, professor no Centro Médico da universidade e diretor de um laboratório especializado em ressonância magnética, os resultados mostram como o autismo reduz a comprensão de narrativas.

Segundo o especialista, o diagnóstico dos tipos de autismo é difícil, mesmo com a alta prevalência - de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDCP, na sigla em inglês), órgão do governo dos EUA, uma em cada 110 crianças são afetadas pela doença. Normalmente, a descoberta da doença acontece após pais e médicos estranharem o comportamento da criança.

30 maio 2011

Delicie-se e ajude os autistas

A Associação de Amigos do Autista (AMA), em Criciúma, convida você para uma ação especial na próxima sexta-feira, dia 3 de junho. A partir das 20:00 no centro de ventos Germano Rigo: ajudar.
O ingresso para o jantar custa R$ 35, e o cardápio será supresa, preparado por um grupos de chefes, que guardam segredo sobre os sabores da noite.
A renda será revertida para aprimorar o atendimento aos autistas, tendo em vista que os convênios que a AMA recebe atualmente, são insuficientes para cobrir as despesas mensais da escola. Os ingressos estão À venda na escola.

Conheça a AMA - a instituição atende, em média, 65 autistas de toda Região Carbonífera, sendo que destes, mais de 80% são do município de Criciúma. A AMA é a única instituição que atende esta demanda, de forma especializada. A instituição oferece atendimento nas áreas da saúde, assistência social, educação. A última estatística norte americana diz que, a cada 110 nascidos, um é autista. Estima-se que na Região Carbonífera haja mais de duas mil pessoas com autismo.

Mais informações sobre o autismo e a instituição - www.amigosdoautista.com.br ou pelos telefones (48) 3462-9804 ou (48) 3433-6623.

Associação de Autismo da Madeira tem 50 associados Caminhar pelo autismo



Cerca de 150 pessoas participaram, na manhã de ontem, na Caminhada para o Coração, promovida pela Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo da Madeira (APPDA), que teve o objectivo de relançar a associação junto da sociedade madeirense. Minutos antes da caminhada, que contou com a participação da directora regional de reabilitação e educação especial, Maria José Camacho, o presidente da direcção da APPDA, Carlos Nogueira, explicou que o objectivo da iniciativa é dar a conhecer a associação e que esta «chegue aos restantes pais ao longo de toda a ilha que pensam que estão sozinhos». Uma das questões dos autistas é que são integrados nas escolas em grupos de multideficiência e acabam «por ficar a perder por não terem apoio específico». Na Região, os técnicos têm se esforçado na área, mas, segundo o responsável, há muito trabalho ainda por fazer. Na Escola da Ladeira há uma sala de ensino estruturado, onde os alunos autistas recebem um apoio específico, criando rotinas que são essenciais para a sua vida futura. No entanto, nos casos ligeiros de autismo, como é o síndrome de Asperger, as crianças são incluídas na escolaridade regular e acabam, por vezes, por ter dificuldades em algumas disciplinas. O ideal seria que existissem mais salas de ensino estruturado para autistas, mas «os pais têm de querer, porque implica deslocações», alertou Carlos Nogueira.
Actualmente, são apoiadas 84 crianças autistas na Madeira. No entanto, o responsável salienta que este número é maior se forem incluídos os adultos autistas. A ideia da APPDA é trabalhar o mais possível com os jovens autistas para que, em adultos, consigam integrar-se normalmente na sociedade.


Marília Dantas

27 maio 2011

Saúde Estudo que vinculava autismo à vacina tríplice era "fraude elaborada", diz revista britânica

Pesquisa assustou pais no fim da década de 1990 e levou à queda na taxa de vacinação em alguns países

Proteção: a vacina tríplice viral, aplicada em duas doses nas crianças até os quatro anos de idade, garante imunização contra sarampo, rubéola e caxumba (SPL/SPL RF/Latinstock)
Um estudo de 1998 que semeou pânico na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao vincular o autismo infantil à vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) foi uma "falsificação elaborada", publicou a edição online do British Medical Journal (BMJ), nesta quinta-feira.

O médico britânico Andrew Wakefield alegava, em seu estudo, que 12 crianças que eram normais até receberem a vacina tríplice viral se tornaram autistas depois de desenvolverem inflamações intestinais. Mas, segundo a reportagem do BMJ, feita pelo jornalista Brian Deer, cinco das 12 crianças já tinham problemas de desenvolvimento, fato encoberto por Wakefield. Várias pesquisas e investigações (britânica, canadense e americana) publicadas depois do controvertido estudo, que só levou em conta essa amostragem de 12 crianças, não encontraram qualquer correlação entre o aparecimento do autismo e a vacina tríplice.

O estrago feito pelo artigo fraudulento de Wakefield, porém, já era grande. Depois de sua publicação, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos contra as infecções infantis, contribuindo para um aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em alguns países europeus, segundo os serviços americanos de controle e prevenção de doenças. Em 2008, tanto o País de Gales e a Inglaterra registraram epidemias de rubeóla.

Segundo o neurologista Erasmo Casella, presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, nenhuma vacina causa autismo. "Ser contra as vacinas é remar contra a maré científica", afirma Casella. "Depois que a pesquisa de Wakefield foi publicada, alguns países suspenderam as vacinas e mesmo assim os casos de autismo continuaram aumentando", afirma.

Retratação — A revista médica britânica The Lancet, onde o estudo foi publicado por Wakefield, se retratou formalmente, em fevereiro de 2010, e decidiu retirar o artigo, responsável pela queda da tríplice vacinação na Grã-Bretanha. A revista The Lancet havia reconhecido já em 2004, após as primeiras reportagens de Brian Deer em uma emissora e um jornal britânicos, que não devia ter publicado o estudo dirigido pelo dr. Wakefield e dez dos 13 autores do estudo renunciaram às conclusões do artigo.
The Lancet, ao retratar-se, acatou uma decisão do General Medical Council (Conselho Geral de Medicina) britânico, segundo o qual alguns elementos do artigo de 1998 de Wakefield e seus coautores eram inexatos e seus métodos de pesquisa pouco éticos, como exames desnecessários nas crianças, conflito de interesses e manipulação de dados.

Devido às irregularidades, Wakefield não pode mais praticar medicina na Grã-Bretanha. Atualmente ele mora nos Estados Unidos (onde também não possui licença para clinicar), e publicou um livro recentemente afirmando que o "establishment" médico ignora a relação entre autismo e vacina tríplice viral. Ele foi procurado para comentar a reportagem do BMJ, mas seus editores não conseguiram contatá-lo.

O estudo de Wakefield levou famílias americanas a pedirem indenização por casos de autismo supostamente contraídos após a vacinação. Em março passado, a justiça americana rejeitou qualquer vínculo entre a tríplice vacina administrada em um bebê e os sintomas de autismo que se desenvolveram mais tarde. Outras três famílias já viram rejeitadas suas demandas em casos similares.

(Com Agência France-Presse)
fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-que-vinculava-autismo-a-vacina-triplice-era-fraude-elaborada-diz-revista-britanica

Aprovada política de atendimento e proteção a autistas | Jornal Correio do Brasil


Aprovada política de atendimento e proteção a autistas  | Jornal Correio do Brasil
Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovaram há pouco o PLS 168/2011, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. O texto recebeu voto favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS) e segue para exame do Plenário.
Também foi aprovado requerimento de Paim para realização de audiência pública sobre determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de retirar de circulação medicamentos inibidores de apetite. A audiência será realizada em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A CAS tem ainda outros 22 itens em pauta.
Política de proteção ao autista vai a Plenário

Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovaram nesta quarta-feira (25) projeto que estabelece a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Apresentada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), com base em sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa), a matéria vai ao Plenário do Senado.
Em seu voto favorável ao projeto (PLS 168/2011), o senador Paulo Paim (PT-RS) explica que o texto "define a pessoa com transtorno do espectro autista com base em características clínicas da síndrome e a equipara à pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais".
O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde e de educação, ao mercado de trabalho, à moradia e à assistência social. Também estende o direito a jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.
No debate da proposta, Paim lembrou que o assunto foi discutido em diversas audiências públicas no Senado. Ressaltou ainda que a política possibilitará a articulação de ações governamentais voltadas à proteção de pessoas com transtorno de espectro autista.
fonte: / Agência Senado

21 maio 2011

CCJ aprova licença para acompanhar familiar deficiente em tratamento

O relator, Efraim Filho, explica que o texto ainda deve passar por mudanças no plenário.
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/196399-CCJ-APROVA-LICENCA-PARA-ACOMPANHAR-FAMILIAR-DEFICIENTE-EM-TRATAMENTO.html
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira proposta que possibilita ao trabalhador acompanhar um familiar com deficiência nos tratamentos médicos necessários, sem prejuízo salarial. O texto beneficia empregados regidos pela CLT – os servidores públicos já têm direito a licença por motivo de doença em pessoa da família.

A proposta reúne o Projeto de Lei 1038/03, do falecido deputado Ricardo Izar, e os apensados – 1265/03, 2452/03, 3768/04, 3799/08 e 4674/09. O relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB), ressaltou que a comissão analisou apenas os aspectos formais dos projetos, ou seja, se estão de acordo com a Constituição e as leis brasileiras.

O texto foi aprovado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público, mas foi rejeitado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, por isso deve ainda ser analisado pelo Plenário.

“As comissões que aprovaram adotaram dois textos diferentes, então teremos trabalho ainda em plenário, uma vez que a CCJ não pode fazer emendas e resolver a questão”, lamentou o relator.

Regras
De acordo com a proposta, o trabalhador poderá deixar de comparecer ao trabalho quando tiver de acompanhar terapias e tratamentos médicos de filho ou dependente deficiente, desde que parecer técnico ou laudo médico específico, emitido por profissional da rede hospitalar pública, comprove a necessidade de assistência continuada.

Os pais ou responsáveis poderão decidir qual dos dois – pai ou mãe – será responsável por acompanhar o filho deficiente. A alternância será admitida, mas não a acumulação do direito de faltar ao trabalho no mesmo turno, ainda que os empregadores sejam diferentes.

O empregado também terá direito a ausência remunerada por até 30 dias em caso de doença do cônjuge ou companheiro, pais, padrasto ou madrasta, filhos, enteados ou dependente. Para isso é preciso comprovar, mediante atestado médico, que a assistência direta do empregado é indispensável, e que é impossível conciliá-la com a sua permanência no trabalho.
Reportagem - Marcello Larcher
Edição – Daniella Cronemberger

CCJ aprova renda mínima para autistas e deficientes

Jutahy Junior apresentou parecer favorável à proposta.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 528/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que dispensa pessoas com deficiência intelectual, com autismo ou com deficiência múltipla da comprovação de renda familiar mínima para ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas). O BPC-Loas é pago mensalmente e corresponde ao valor de um salário mínimo.
Conheça a tramitação de PECs

Ao ser apresentada, a proposta de emenda à Constituição (PEC) é analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à sua admissibilidade. Esse exame leva em conta a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa da proposta. Se for aprovada, a Câmara criará uma comissão especial especificamente para analisar seu conteúdo.

A comissão especial terá o prazo de 40 sessões do Plenário para proferir parecer. Depois, a PEC deverá ser votada pelo Plenário em dois turnos, com intervalo de cinco sessões entre uma e outra votação. Para ser aprovada, precisa de pelo menos 308 votos (3/5 dos deputados) em cada uma das votações.

Senado
Depois de aprovada na Câmara, a PEC segue para o Senado, onde é analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e depois pelo Plenário, onde precisa ser votada novamente em dois turnos.

Se o Senado aprovar o texto como o recebeu da Câmara, a emenda é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Se o texto for alterado, volta para a Câmara, para ser votado novamente. A proposta vai de uma Casa para outra (o chamado pingue-pongue) até que o mesmo texto seja aprovado pelas duas Casas.

O relator da PEC, deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da matéria. Ele destacou que a proposta tem altíssima relevância social por garantir que todas as pessoas com deficiência e autistas tenham acesso a uma renda mínima, nos moldes do que ocorre hoje com o BPC-Loas.

Pelas regras atuais, para ter direito ao BPC, os portadores de deficiência precisam comprovar renda mensal familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo. A exigência é a mesma para idosos. Pela Lei 8.742/93, que estabelece os critérios para concessão do benefício, o interessado também deve comprovar incapacidade para o trabalho.

Tramitação
A proposta seguirá para uma comissão especial, a ser criada especificamente para analisá-la, e depois será votada pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

*Matéria atualizada às 14h01.
Íntegra da proposta:

PEC-528/2010

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Pierre Triboli

18 maio 2011

Aulas de ginástica olímpica ajudam no tratamento do autismo


Rodrigo Brívio e Gustavo, 9 anos: pais notam melhora na concentração e na interação social dos filhos
O autismo é uma síndrome silenciosa. Ainda se sabe muito pouco sobre o que acontece no misterioso mundo de quem vive dentro do chamado espectro autista.

Há três semanas, a comunidade de pais, médicos e terapeutas de autistas sofreu um baque com a denúncia de que uma das profissionais até então mais respeitadas do meio, Beatriz Cunha, de 32 anos, 12 de profissão, que se dizia especializada no assunto, sequer era formada em Psicologia.

Ela está sendo processada por falsidade ideológica e tortura, já que obrigava as crianças a comer e a fazer o tratamento muitas vezes com truculência e agressões verbais. O escândalo gerou pânico entre familiares e amigos de autistas em listas de discussão pela internet, sobre em quem confiar e em quais tratamentos apostar.

Um dos nomes que sempre aparece com mensagens positivas é o do professor de educação física Rodrigo Brívio, 31 anos, que começou ano passado um trabalho de ginástica olímpica com crianças autistas na Academia Body Tech, na Barra da Tijuca, e vem conseguindo resultados surpreendentes no atraso da linguagem e na falta de interação social, principais características da síndrome.

Com disciplina, rotina, amor e muita paciência, Brívio virou referência no Brasil inteiro. Ele já acumula convites para dar cursos e seminários pelo país afora e tem nada menos do que 100 crianças na fila de espera por uma das 25 vagas da sua concorrida aula.

Qual o segredo da aula?
Eu acredito que tudo é possível, dentro das limitações de cada um. Tento entrar no mundo dessas crianças, e não tentar fazer com que elas venham para o nosso mundo por obrigação.

Qual é o maior desafio de lidar com crianças autistas?
Estabelecer uma comunicação com uma criança que não fala. Mas com o tempo, paciência e interesse, dá para saber o que elas querem. Recentemente, um dos meninos me puxou até a porta do banheiro. Se comunicou da forma que podia. E mostrou que já confiava em mim.

Como elas reagem às atividades propostas na ginástica olímpica?
Elas geralmente têm medo do salto no início, mas logo percebem a sensação de prazer. A atividade física alivia um pouco do estresse e dos sintomas de hiperatividade que muitos deles têm.

Nas aulas, alguma criança já te emocionou?
Muitas. Uma delas falou a primeira palavra durante uma brincadeira que fazemos com os cones.

Por que o método é eficiente?
Porque como eles não falam ou têm dificuldade na linguagem e na área da comunicação, usam muito o corpo para se expressar, fazem gestos. Na ginástica, eles aprendem a se concentrar, que é um dos pontos deficientes de quem tem a síndrome. Sentem que estão falando a língua deles.

Como é a aula na prática?
Por meio dos exercícios fazemos a combinação da parte motora com a cognitiva e a sensorial. Não existe diferença entre crianças autistas ou não. As aulas são iguais. Desenvolvo trabalho com reconhecimento de cores e letras, que poderia ser feito com as outras crianças.

14 maio 2011

Menino autista quebra silêncio e se comunica por computador Usando técnica conhecida como comunicação facilitada, britânico de 13 anos, passou a se ex


O britânico Jamie Ponsonby não consegue falar e durante anos permaneceu preso em seu próprio mundo.

Sua família, porém, o ensinou a usar um teclado de computador e hoje em dia o garoto de 13 anos, que sofre de autismo, consegue não apenas se expressar como também escrever poemas.

Sua mãe, Serena, disse que isso permitiu que Jamie se comunicasse com a família e que, assim, ela pudesse entendê-lo melhor.

"Nós não tínhamos ideia de que havia uma pessoa lá dentro que sabia tudo", afirmou ela.

Emoções e senso de humor
"Por meio da digitação nós descobrimos que ele sabe todo tipo de coisa. Ele está totalmente ciente de tudo, seu senso de humor está totalmente ali. Ele tem uma poesia linda, seus sentimentos e emoções são todos perfeitamente normais e acima da média para sua idade."

O diretor de pesquisas da entidade beneficente Research Autism, Richard Mills, disse que casos como o de Jamie são relativamente raros.

Ele disse que a técnica usada pelos pais de Jamie para ajudá-lo a se comunicar - conhecida como comunicação facilitada - apesar de polêmica, tem mostrado bons resultados.

Ela foi introduzida pela primeira vez na Austrália nos anos 70 e consiste em alguém apoiar a mão, o pulso ou o braço de um a pessoa com deficiência comunicativa enquanto esta usa um teclado ou outro aparelho para formar palavras e frases.

"Nós sabemos que pessoas com autismo muitas vezes precisam de muito tempo de processamento. Eles precisam que as coisas sejam visuais, então palavras digitadas em um teclado tendem a funcionar melhor (do que outras formas de comunicação como o uso da fala, por exemplo)".

Paciência
Serena disse que apesar de Jamie digitar com lentidão - ele levou duas semanas para digitar seu poema sobre autismo - ele está, aos poucos, ficando mais rápido e independente.

Ela percebeu que havia um problema com seu filho quando ele tinha 18 meses de idade.

"Ele foi diagnosticado com dois anos e meio, mas desde os 18 meses eu sabia que algo não estava certo. Ele costumava adorar música mas começava a gritar quando eu o levava para aulas de música", disse ela.

Durante alguns anos após seu diagnóstico, Jamie perdeu mais e mais habilidades , incluindo a fala. Ele tinha uma habilidade limitada para se comunicar por meio de sinais, portanto a comunicação se tornou difícil.

"Nós começamos a estimulá-lo a digitar aos nove anos de idade, após eu ler um livro sobre alguém que achava mais fácil digitar, apesar de ela saber falar", contou Serena.

"Pensei que talvez pudesse ser um caminho diferente. Começamos a estimulá-lo a digitar as palavras que ele sabia usar com sinais e fizemos progressos bem, bem lentos. Nós muitas vezes pensamos em desistir."

"Depois de alguns anos ele começou a ler placas e vimos que ele conseguia ler. Começamos a fazer perguntas e ele digitava todo tipo de coisa que nem sabíamos que ele conhecia", disse a mãe.

"Como uma família, isso nos permitiu a saber que existe alguém ali que sabe tudo que está acontecendo. Ele adora viajar e se você sabe que ele está ganhando algo com isso, sua paciência aumenta."

"Você não fala com ele como com alguém que não entende - sua autoestima e confiança estão infinitamente melhores."

Apesar do sucesso descrito pela família, a técnica da comunicação facilitada é criticada por cientistas que questionam o grau de interferência dos responsáveis no momento de comunicação pelo teclado.

09 maio 2011

Revista Autismo - Atibaia terá evento internacional de autismo dia 28/maio


Revista Autismo - Atibaia terá evento internacional de autismo dia 28/maio
Anote na sua agenda: dia 28.maio.2011, em Atibaia, haverá um evento internacional sobre autismo, coordenação e equilíbrio emocional, com a presença de um profissional dos Estados Unidos, com experiência junto a famílias afetadas pelo autismo há mais de 25 anos. Ele trabalhou com Ivar Lovaas, precursor da Análise do Comportamento Aplicada (ABA, na conhecida sigla em inglês) e com Steven Gutstein (criador do RDI™).

O evento terá a palestrante da relações-públicas Marie Schenk, mãe de 2 garotos com autismo e autora do blog "Uma Voz para o Autismo". Ela falará também da área comportamental, sensorial e a respoeito de desenvolvimento relacional, assuntos estudados por ela em vários cursos nos Estados Unidos, onde morou por 5 anos. E também fará a tradução do bate-papo com o profissional estadunidense.

Inscrição: R$ 150,00 por pessoa (vagas limitadas)
Renda líquida: será 100% revertida para a Revista Autismo
Dia e horário: 28/05/2011, das 8h às 17h00 -- com 1h de intervalo para almoço (não incluso)
Local: Auditório do Hospital Novo Atibaia (HNA)
Endereço: R. Vereador Luiz Alberto Vieira dos Santos, s/nº, Centro, Atibaia, SP (veja o mapa)
Pagamento: depósito bancário no banco Itaú (341), agência 0030 (Atibaia), conta corrente 67312-3 (Consciência Solidária)
Enviar comprovante para: palestra@RevistaAutismo.com.br ou via fax para o telefone abaixo (não esqueça de deixar seu nome completo, e-mail e telefone de contato)
Mais informações: (11) 4414-6040
Site: RevistaAutismo.com.br/CursoMaio2011
Público alvo: psicólogos, terapeutas, educadores, pais, mães e profissionais da área de saúde e educação que lidam com crianças que apresentam desenvolvimento atípico, especialmente o autismo.
O conteúdo também é útil para crianças com déficit social, mesmo fora do espectro do autismo.

Baixe a VERSÃO PARA IMPRESSÃO em http://palestra-atibaia-maio2011.4shared.com e ajude-nos a divulgar o evento.

Dentista pede colaboração para estatística de autismo

Dentista pede colaboração para estatística de autismo
Colaboradora desta Revista Autismo, a cirurgiã-dentista Adriana Gledy Zink está pedindo que pais de autistas preencham um formulário estatístico para um trabalho de mestrado que ela esta desenvolvendo. As resposta devem ser enviadas até o próximo dia 15 de maio.
A intenção é conseguir um número alto de respostas, para que a bioestatística tenha mais dados para serem trabalhados. "Fiz um levantamento em meu consultório com 24 pacientes autistas que estão em tratamento e consegui bons dados uma vez que não temos publicações nessa área, mas quero um número maior", explicou Adriana.
O formulário pode ser baixado por este link (http://adrianazink.4shared.com) e, após respondido, enviado para o e-mail zinkpinho@yahoo.com.br e deve incluir:
nome da mãe e da criança
idade da mãe e da criança
idade do diagnóstico em autismo
O prazo para envio é 15/05/2011.

Cientistas brasileiros consertam 'neurônio autista' em laboratório

O biólogo molecular e colunista do G1 Alysson Muotri e cientistas brasileiros conseguiram transformar neurônios de portadores de um tipo de autismo conhecido como Síndrome de Rett em células saudáveis. Trabalhando nos Estados Unidos, os pesquisadores mostraram, pela primeira vez, que é possível reverter os efeitos da doença no nível neuronal, porém os remédios testados no experimento, realizado em laborátorio, ainda não podem ser usados em pessoas com segurança.

Muotri, pós-doutor em neurociência e células-tronco no Instituto Salk de Pesquisas Biológicas (EUA) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, trabalhou com os também brasileiros Cassiano Carromeu e Carol Marchetto. O estudo sai na edição de sexta-feira (12) da revista científica internacional “Cell”.
Assista ao vídeo ao lado com explicações do próprio cientista.
Para analisar diferenças entre os neurônios, a equipe fez uma biópsia de pele de pacientes autistas e de pessoas sem a condição. Depois, reprogramou as células da pele em células de pluripotência induzida (iPS) – idênticas às células-tronco embrionárias, mas não extraídas de embriões. “Pluripotência” é a capacidade de toda célula-tronco de se especializar, ou diferenciar, em qualquer célula do corpo.
A reprogramação genética de células adultas é feita por meio da introdução de genes. Eles funcionam como um software que reformata as células, deixando-as como se fossem de um embrião. Assim, as iPS também podem dar origem a células de todos os tipos, o que inclui neurônios.
Como os genomas dessas iPS vieram tanto de portadores de autismo como de não portadores, no final o trio de cientistas obteve neurônios autistas e neurônios saudáveis.

portadores, no final o trio de cientistas obteve neurônios autistas e neurônios saudáveis.

Comparação, conserto e limitações
Comparando os dois tipos, o grupo verificou que o núcleo dos neurônios autistas e o número de “espinhas”, as ramificações que atuam nas sinapses – contato entre neurônios, onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos de uma célula para outra – é menor.
Identificados os defeitos, o trio experimentou duas drogas para “consertar” os neurônios autistas: fator de crescimento insulínico tipo 1 (IGF-1, na sigla em inglês) e gentamicina. Tanto com uma substância quanto com a outra, os neurônios autistas passaram a se comportar como se fossem normais.
“É possível reverter neurônios autistas para um estado normal, ou seja, o estado autista não é permanente”, diz Muotri, que escreve no blog Espiral. “Isso é fantástico, traz a esperança de que a cura é possível. Além disso, ao usamos neurônios semelhantes aos embrionários, mostramos que dá para fazer isso antes de os sintomas aparecerem.”
Os resultados promissores, porém, configuram o que é chamado no meio científico de “prova de princípio”. “Mostramos que a síndrome pode ser revertida. Mas reverter um cérebro inteiro, já formado, vai com certeza ser bem mais complexo do que fazer isso com neurônios numa placa de petri [recipiente usado em laboratório para o cultivo de micro-organismos]”, explica o pesquisador.
Entre as barreiras que impedem a aplicação prática imediata da descoberta está a incapacidade do IGF-1 de chegar ao alvo. “O fator, quando administrado via oral ou pela veia, acaba indo muito pouco ao cérebro. Existe uma barreira [hematocefálica] que protege o cérebro, filtrando ingredientes essenciais e evitando um ataque viral, por exemplo. O IGF-1 é uma molécula grande, que acaba sendo filtrada por essa barreira”, afirma Muotri. “Temos de alterar quimicamente o IGF-1 para deixá-lo mais penetrante.” Além disso, tanto o fator quanto a gentamicina são drogas não específicas, portanto causariam efeitos colaterais tóxicos se aplicadas em tratamentos com humanos.

Autismo: universo ao meu redor


Preste atenção

Estas mudanças comportamentais são comuns em autistas, mas não é necessário que a criança apresente todas para ter a doença. O inverso também vale: uma criança que tenha alguns não é necessariamente autista. O importante é ver a freqüência com que acontecem e procurar um médico. Quem dá o diagnóstico é o especialista.

- Apresentam alteração no sono
- Têm hábitos alimentares seletivos, com restrição à consistência
- Não olham na mesma direção que os outros
- Não se jogam no colo da mãe quando ela estende os braços, por exemplo
- Mexem os dedos em frente aos olhos
- Têm aversão ao contato físico e tendência a se isolar
- Podem ter hipersensibilidade auditiva
- Não gostam de ambientes com muita gente
- Usam outras pessoas como ferramentas, como pegar a mão de alguém para abrir a porta
- Cometem auto-agressão
- Objetos que produzam movimentos repetitivos captam a atenção, como ventiladores

Autismo: universo ao meu redor


Ter um filho autista não é culpa dos pais. Mas é preciso estar atento, já que, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, melhor
Quanto mais cedo a doença é detectada, mais possibilidades a criança tem de se desenvolver. Por conta disso, a comunidade científica tem como objetivo especificar as causas da síndrome e reduzir o diagnóstico para 1 ano de idade. Pesquisadores do Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, nos Estados Unidos, avaliaram bebês do 14º ao 36º mês e descobriram que ao menos metade das crianças com autismo poderia ser reconhecida no primeiro ano de vida.

O que faz desse processo uma batalha é a complexa estrutura da doença, um transtorno definido pela presença de desenvolvimento anormal ou parcial da interação social e pelos problemas de comunicação, além da presença de um comportamento restrito e repetitivo. O autismo não tem uma causa definida, podendo ser desde uma inflamação que ocorre no sistema nervoso do feto durante a gravidez, ainda sem explicação científica, até a herança genética. Neste caso,os traços do autismo podem estar em vários membros da família. A doença, em alguns pacientes, também é acompanhada de outra síndrome associada, como Down ou X-frágil.

A única certeza é que os pais não têm culpa do filho ter nascido autista. Quando a doença foi descoberta, a psicanálise culpava a família pelo transtorno. Diziam que era o modo de vida e a maneira como cuidavam da criança que causava o autismo. A ciência descobriu, depois, que essa não é uma doença psicológica.

Sem um diagnóstico clínico preciso, é difícil saber a quantidade de autistas no mundo. No Brasil, por exemplo, fala-se em 170 mil. Mas os números são subestimados. Calcula-se que 1 milhão de brasileiros tenha algum grau da doença, que possui dezenas de subtipos. É esse grau que determina que habilidades uma pessoa com autismo conseguirá desenvolver quando estimulada. Segundo os especialistas, 30% das crianças terão um bom desenvolvimento intelectual, podendo entrar na faculdade, conseguir emprego, dirigir. A escola regular, no entanto, não vai ser a melhor opção em todos os casos porque a criança autista precisa de atenção especial. A decisão pelo tipo de colégio, ou até por aulas particulares, deve ser tomada pela família em conjunto com o médico.

Autismo: universo ao meu redor


Autismo: universo ao meu redor
Ter um filho autista não é culpa dos pais. Mas é preciso estar atento, já que, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, melhor

dez/07 - Nem os chamados da mãe faziam a pequena Rafaela sair do seu mundinho. Com 1 ano e 3meses, ela começou a mudar de comportamento e deixou de se comunicar. Ainda batia palmas quando via um comercial na televisão, andava de um lado para outro, mas agia como se não conseguisse ouvir os pais e não emitia palavra nenhuma. Com poucos meses de vida, Jaqueline também passou a se comportar deforma diferente dos demais bebês. Demorou para sentar, falar, andar. Tanto Danielle Nery Lins, mãe de Rafaela, quanto Nilvana dos Santos, mãe de Jaqueline, percorreram uma infinidade de médicos à procura de respostas.

Danielle ouviu o diagnóstico de que sua filha era autista há um ano, quando a menina tinha 2. Nilvana só descobriu o que acontecia com a sua quando ela tinha 5, em 2002. Apesar da aparente semelhança entre os casos, o que fez diferença foi a idade em que as meninas começaram a ser tratadas. “O diagnóstico antes dos 3 anos de idade dá mais possibilidade de modular e interferir na estrutura do cérebro da criança”, diz Adailton Pontes, neurologista infantil. “Se a doença é descoberta tardiamente, a criança pode não aprender a falar ou ter mais dificuldade para ter autonomia, por exemplo”, afirma o psicanalista infantil Estevão.

Danielle deixou o emprego para se dedicar a Rafaela. Ela não sabia o que era a doença nem que a filha, estimulada, poderia um dia interagir com os pais. “Minha filha não dizia nada, não se comunicava”, diz. A menina ainda não fala direito, mas vai à terapia e ao fonoaudiólogo e mostra progressos rápidos: passou a se comunicar com os pais, largou a fralda diurna, vai ao banheiro sozinha e sabe mexer no aparelho de DVD. “Ela está se desenvolvendo bastante.” Jaqueline acompanha a mãe ao supermercado e ajuda nos cuidados da casa. “Tudo o que queria que minha filha fizesse, ela faz. Demorou mais, porque o diagnóstico foi tarde, mas deu certo”, diz Nilvana. A primeira pergunta que fez ao saber da doença foi: ela vai morrer? Ao saber que um autista sem outros problemas vive tanto quanto alguém que não tenha a doença, ela decidiu acompanhar o tratamento da filha e também parou de trabalhar. Optou por deixar Jaqueline em uma escola regular. Apesar de não demonstrar muito interesse pelas aulas e de apresentar dificuldade com as letras, a menina foi alfabetizada.

TV Alterosa Audiência pública discute autismo na Câmara de BH