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27 dezembro 2011

CRIANÇAS COM AUTISMO TEM NEURÔNIOS DO QUE A MÉDIA, DIZ ESTUDO

 

 

Crianças com autismo têm mais neurônios e um cérebro mais pesado do que a média, aponta uma pesquisa publicada pela “JAMA”, revista da Associação Médica Norte-americana. Foi um estudo pequeno e preliminar, mas a diferença encontrada é significativa.

Em média, os autistas têm 67% mais neurônios do que as outras crianças no córtex pré-frontal. Essa região do cérebro está ligada ao desenvolvimento social, emocional, comunicativo e cognitivo, áreas comprometidas pelas doenças do espectro autista. “Portanto, o conhecimento da base neural do crescimento exagerado do cérebro poderia apontar os mecanismos que causam o autismo e esclarecer as falhas funcionais neurais que dão origem aos sintomas”, afirma o artigo assinado por Eric Courchesne, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA.

O estudo foi feito com cérebros de cadáveres de meninos com entre dois e 16 anos. Dos 13 indivíduos selecionados, sete eram autistas e outros seis não – o chamado grupo controle. Os anatomistas fizeram a análise e apresentaram os resultados com a quantidade de neurônios e tamanho dos cérebros sem saber o diagnóstico de cada um.

Além do número de neurônios, a massa do cérebro também mostrou uma grande diferença. Segundo os dados obtidos, o cérebro dos autistas é 17,6% mais pesado que a média geral. Entre os membros do grupo controle, a diferença é de apenas 0,2%.

“Nossa amostra de crianças autistas não foi grande o bastante para estudar estatisticamente a relação entre cérebro e comportamento. Futuros estudos com muito mais casos podem revelar relações importantes entre a contagem de neurônios e a severidade dos sintomas”, escreve o Courchesne.

Segundo os autores, esse é o primeiro estudo que testa quantitativamente a teoria de que o excesso de neurônios está ligado ao autismo.

Irmãos caçulas de autistas podem vir também a apresentar o transtorno

Um novo estudo, realizado pelo UC Davis MIND Institute, aponta que uma criança que tenha um irmão mais velho portador de autismo, pode vir a apresentar o mesmo problema. E o risco, antes estimado em 3% a 10%, chega a porcentagem de 18,7% para o sexo masculino e 20,1% para o sexo feminino.
O estudo, que será publicado no próximo mês de setembro pela revista Pediatrics é o maior já realizado sobre o autismo e sua recorrência entre irmãos. Os resultados poderão ajudar no aconselhamento genético dos pais e no tratamento preventivo de irmãos de autistas, quando houver suspeita de atraso no desenvolvimento. Irmãos caçulas de crianças com autismo precisam ser acompanhadas com atenção, através de constantes consultas ao pediatra.
O autismo afeta a capacidade de uma criança pensar, se comunicar, interagir socialmente e aprender. O transtorno afeta mais o sexo masculino do que o feminino. 80% de todas as crianças afetadas são meninos.
FONTE: BEM ESTAR
Por Yasmin Barcellos

Autistas são mentalmente superiores em vários aspectos

Autismo não é deficiência

OBSERVAÇÃO MINHA:SERÁ REALMENTE ISTO SÓ NÓS QUE SOMOS PAIS SABEMOS O QUANTO SOFREMOS COM NOSSOS FILHOS AUTISTAS AINDA VEM UM E FALA QUE AUTISMO NÃO É DEFICIÊNCIA EM PARTES DIGO QUE É SIM!!!

"Nós precisamos parar de considerar que a estrutura cerebral diferenciada dos indivíduos autistas seja uma deficiência."

O alerta está em um artigo do Dr. Laurent Mottron, da Universidade de Montreal (Canadá), publicado nesta semana pela conceituada revista Nature.

Segundo o cientista, aspesquisas revelam que muitos autistas têm capacidades e qualidades que frequentemente excedem aquelas dos indivíduos ditos "normais".

"Dados recentes, e minha própria experiência pessoal, sugere que é hora de começar a pensar no autismo como uma vantagem em algumas esferas, não uma cruz para carregar," afirma Mottron.

Inteligência autêntica

Mottron e sua equipe demonstraram de forma firme e sistemática as habilidades - e às vezes as superioridades - dos autistas em múltiplas operações cognitivas, tais como a percepção e o raciocínio, entre outras.

Seu grupo inclui vários autistas, dos quais Michelle Dawson é um sucesso em particular. Michelle está dando grandes contribuições para a compreensão da condição por meio de seu trabalho e de seu julgamento.

"Michelle desafiou a minha percepção científica do autismo," confessa Mottron.

Esse desafio levou à interpretação dos pontos fortes do autista como a manifestação de uma inteligência autêntica, e não de uma espécie de truque do cérebro que lhes permite executar tarefas inteligentes sem pensar.

Variação da espécie humana

"É incrível para mim que há décadas os cientistas estimem a magnitude da deficiência mental baseando-se na aplicação de testes inadequados e na interpretação incorreta dos pontos fortes dos autistas," diz Mottron.

"Nós cunhamos uma palavra para isso: normocentrismo, ou seja, o preconceito que você tem de que se você faz ou é algo, é normal, e se o autista faz ou é, então é anormal," acrescenta.

O pesquisador afirma lamentar o fato de que muitas crianças autistas acabam fazendo trabalhos repetitivos, trabalhos braçais, apesar de sua inteligência e da aptidão para dar contribuições mais significativas para a sociedade.

"Michelle e outros indivíduos autistas têm-me convencido de que, em muitos casos, as pessoas com autismo precisam mais do que tudo é de oportunidades, muitas vezes de apoio, mas raramente de tratamento," afirma.

"Como resultado, meu trabalho e o de outros propõe que o autismo deva ser descrito e estudado como uma variante aceita dentro da espécie humana, não como um defeito a ser suprimido," conclui Mottron.

FONTE: DIARIO DA SAÚDE

Incluindo autistas na ciência

Quando se fala em indivíduos autistas, a maioria imagina pessoas isoladas socialmente, com dificuldade em comunicação e envolvidas em comportamentos repetitivos e estereotipados. De fato, para ser considerado dentro do espectro autista, basta apresentar sintomas relacionados a essas características. Porém, essa definição é restrita, rasa, e não reflete a condição autista em sua totalidade. O lado positivo do autismo é pouco lembrado, o que contribui para problemas de inclusão social.

Indivíduos autistas são extremamente focados e conseguem se dedicar a uma atividade especifica por muito tempo. Em geral, essa dedicação vem acompanhada de uma atenção aos detalhes, sensibilidade ao ambiente e capacidade de raciocínio acima do normal, o que colocaria essas pessoas em vantagem em determinadas situações. Uma dessas situações está presente justamente em alguns aspectos do processo científicos.

A ciência não vive apenas de criatividade e pensamento abstrato. Na verdade, a maioria dos cientistas segue uma carreira metódica, racional, com incrementos sequenciais no processo de descoberta científica. Esse trabalho exige atenção e dedicação acima do normal, por isso mesmo cientistas acabam sendo “selecionados” para esse tipo de atividade. O momento de “eureca” é extremamente raro na ciência.

Da mesma forma, são raros os casos de autistas superdotados, com capacidades extraordinárias. Esse tipo de característica, retratada no filme RainMan, acaba ajudando esses indivíduos a se estabelecerem de forma independente. É o caso de Stephen Wiltshire que vive de sua arte porque consegue desenhar em três dimensões uma cidade inteira após sobrevoá-la de helicóptero uma única vez. Mas e no caso dos outros indivíduos, que não necessariamente possuem uma habilidade tão evidente? Será que poderíamos incorporá-los em alguma outra atividade aonde suas características sejam de grande vantagem?

Indivíduos autistas usam o cérebro de forma diferente. Regiões do cérebro relacionadas ao processo visual são, em geral, bem mais acentuadas. Por isso mesmo, autistas conseguem perceber variações em padrões repetidos mais rapidamente e com mais precisão do que pessoas “normais”, ou fora do espectro autista. Autistas também superam não-autistas em detectar variações em frequências sonoras, visualização de estruturas complexas e manipulação mental de objetos tridimensionais.

Retardo intelectual é, quase sempre, relacionado ao autismo. Mas vale lembrar que a maioria dos testes utiliza linguagem verbal, o que coloca os autistas em desvantagem. Esse tipo de abordagem merece uma revisão mais criteriosa. Aposto que se refizéssemos algumas dessas pesquisas os resultados seriam diferentes e contribuiriam para a redução do preconceito.

Muitos autistas poderiam ser aproveitados pela academia. Desde cedo, esses indivíduos demonstram profundo interesse em informações, números, geografia, dados, enfim, tudo que é necessário para a formação de um pensamento científico. Além disso, possuem capacidade autodidática e podem se tornar especialistas em determinada área – ambas as características são importantes no cientista. Algumas das vantagens intelectuais (e mesmo pessoais) de indivíduos autistas acabam sendo atraentes em laboratórios científicos. Não me interprete mal, não estou sugerindo o uso de autistas como objeto de estudo (o que já acontece e é útil também), mas como agentes da descoberta cientifica.

Tenho certeza de que poderíamos incluir cientistas autistas no contexto de descoberta cientifica atual e explorar esse tipo de inteligência. Um exemplo disso é o laboratório do Dr. Laurent Mottron, que trabalha com a cientista-autista Michelle Dawson faz 7 anos. Laurent descreveu recentemente sua experiência empregando cientistas autistas na última edição da revista Nature. Michelle tem a capacidade de manusear mentalmente um número enorme de dados ao mesmo tempo, faz isso naturalmente. E enquanto não conseguimos nem lembrar o que vestimos ontem, autistas como Michelle nos surpreendem com uma memoria impecável.

Ela recorda todos os dados gerados do laboratório e tem papel fundamental no desenho de experimentos de outros cientistas. Juntos, Laurent e Michelle já assinaram mais de 14 trabalhos juntos. Outro exemplo clássico é Temple Grandin, autista que obteve seu PhD em veterinária e, usando seu raciocínio visual, desenvolveu novos protocolos para redução de estresse em animais para o consumo de carne. Grandin é atualmente professora da Universidade Estadual do Colorado, nos EUA.

Acredito que autistas podem dar uma contribuição excepcional para o mundo se conseguirmos colocá-los no ambiente ideal. É um desafio social, mas que começa com a conscientização da condição autista. Organizações internacionais já existem com a finalidade de auxiliar autistas a se encaixarem no mercado de trabalho. Exemplos são as firmas Aspiritech, nos EUA, e Specialisterne, na Holanda. Com o tempo, outros lugares vão perceber que a mão-de-obra autista é extremamente especializada e começarão a explorar esse nicho.

Obviamente o autismo traz limitações, como o entrosamento social, problemas motores e a dificuldade de comunicação. Com isso, eles não vão conseguir se adaptar facilmente a trabalhos que envolvam comunicação social intensa. Em casos mais graves, muito provavelmente, vão depender da sociedade por toda a vida. Ignorar essas limitações é tão prejudicial quanto ignorar as vantagens que o autismo pode oferecer nos casos mais leves. Talvez o maior reflexo de uma sociedade avançada esteja em como ela acomoda suas minorias. Enquanto as oportunidades terapêuticas para o autismo não chegam, acredito que o que esses indivíduos mais precisam agora seja respeito, inclusão e, acima de tudo, oportunidades.

FONTE : G1

O primeiro autista português


Sem causa conhecida ou cura possível, as perturbações do espectro do autismo afectam cerca de 65 mil portugueses. Luís de Almeida Gonçalves, hoje um homem adulto, foi a primeira criança autista diagnosticada em Portugal. A nm foi conhecê-lo.

É junto à porta envidraçada da casa onde vive, no Vale de Santarém, que passa largas horas a observar o que acontece do lado de lá. De pé, sereno e concentrado, parece indiferente à presença de estranhos no pátio. E é só quando ouve o seu nome que quebra o silêncio e repete «Luís!» em jeito de confirmação, antes de voltar, como se nada fosse, ao que estava a fazer.

Luís de Almeida Gonçalves, hoje com 51 anos, foi o primeiro autista diagnosticado em Portugal. Os pais - a mãe, psiquiatra, o pai, dermatologista - começaram a estranhar o comportamento do filho quando, cerca dos 2 anos, o menino deixou de falar, ao mesmo tempo que ficava cada vez mais agitado. «A dado momento, ele ficou pura e simplesmente mudo e num estado de instabilidade e de mal-estar atroz», recorda o pai, José Carlos de Almeida Gonçalves. O primeiro passo do casal foi sondar, junto de colegas, o que poderia estar a acontecer com o Luís. De pouco lhes valeu a tentativa. Vinte anos tinham passado desde que o psiquiatra austríaco Leo Kanner publicara o primeiro artigo científico sobre autismo infantil, mas em Portugal nada se sabia ainda acerca desta perturbação global do desenvolvimento. «Diziam-me coisas como "a criança não tem nada, é um pouco nervosa só. Vocês, pais, é que estão doentes, não é a criança".» Alguns médicos quiseram mesmo submeter o casal Almeida Gonçalves a sessões de psicanálise para «curar» a criança. Ainda hoje, José Carlos carrega no tom crítico quando relembra os tempos em que o diagnóstico certo tardava a chegar.

Profundamente decepcionado com os pedopsiquiatras que consultou e perante o «bloqueio emocional» em que a mulher acabou por mergulhar, José Carlos decidiu procurar, por conta própria, as respostas que lhe permitiriam perceber o que se passava com o filho.

«Quando o Luís fez 3 anos, o descalabro já era enorme lá em casa. Não se podia sequer ter uma toalha na mesa que ele passava e arrancava-a. As paredes estavam todas destruídas pelos calcanhares dos sapatos. O mal-estar era tremendo», conta José Carlos, que à época vivia com a mulher e os dois filhos em Lisboa.

Diagnóstico difícil

O comportamento «bizarro», muitas vezes destrutivo, é apenas um dos sintomas associados ao autismo. Edgar Pereira, psicólogo e actual director pedagógico da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), identifica outros: «Uma profunda falha no contacto afectivo com outras pessoas», uma enorme resistência à mudança, o fascínio por certos objectos e, ainda, uma linguagem deficiente, quando não mesmo inexistente.

Ainda sem saber o que este conjunto de sintomas poderia representar ao certo, José Carlos de Almeida Gonçalves conheceu Evelina Bustorff, uma psicóloga e investigadora reformada que se mostrou interessada em fazer algum tipo de trabalho com Luís. «Ela tinha vivido na Alemanha, tinha trabalhado nos kindergarten que, entre outras coisas, também ensinavam a lidar com pessoas deficientes. Assim, comecei a deixar o Luís com a Evelina. Ela fazia jogos com ele e ele começou a interessar-se e a acalmar», conta.

Um desses jogos era um loto caseiro, construído especialmente para o menino. Primeiro tinha apenas imagens - uma maçã, uma pêra, uma moto - que Luís teria de colocar no lugar certo. Depois, às imagens Evelina juntou palavras. E quando a criança já estava familiarizada com as letras, retirou os desenhos e deixou apenas as palavras. Na altura, o resultado foi surpreendente: «Ele, que tinha estado dois ou três anos sem emitir sons, começou a repetir a primeira sílaba de cada palavra do loto!», recorda com entusiasmo José Carlos. Os jogos repetitivos, sabemos hoje, cativam muito os autistas e podem mesmo estimular pequenas grandes vitórias como esta.

Os progressos eram notáveis, mas ninguém conseguia dizer ainda ao certo o que afligia o pequeno Luís de Almeida Gonçalves. «Eu continuava a procurar opiniões e pessoas e ninguém me dizia nada. Então disse para mim: "Eu tenho de descobrir o que é isto".» E José Carlos assim fez. Dermatologista de formação, começou a dedicar-se à investigação em psicologia e psiquiatria infantil até dar de caras com o que procurava. «Nessa altura eu tinha contacto com uma livraria médica inglesa. Então fui ao catálogo e encontrei um livro sobre "a criança que não fala"», recorda. O mutismo era, de facto, um dos sintomas mais claros que o filho evidenciava, por isso decidiu encomendar o livro que reunia informação científica sobre as várias síndromes que poderiam levar uma criança a deixar de falar. «A certa altura eu leio uma coisa sobre a qual nunca tinha ouvido falar: autismo infantil precoce. Li a descrição e a minha reacção foi: "Ah! É isto!"»

Nessa tarde, em vez de tocar à campainha de Evelina Bustorff para que Luís descesse, como sempre fazia, José Carlos de Almeida Gonçalves fez questão de subir as escadas e de partilhar com a psicóloga o que acabava de descobrir. «Eu já sei o que o Luís tem!», exclamou. E, para sua surpresa, Evelina respondeu: «Eu também!» A médica tinha contactado um colega alemão a quem descreveu os sintomas que Luís apresentava e o clínico dissera-lhe que só poderia tratar-se de uma «criança psicótica de tipo autista».

A primeira escola para autistas

Passam décadas sobre o acontecimento que marcaria para sempre a vida dos Almeida Gonçalves, mas nem assim o pai de Luís consegue esconder uma réstia de amargura pela forma como o diagnóstico chegou. «Duas pessoas souberam ao mesmo tempo aquilo que os psiquiatras não foram capazes de saber, vinte anos depois de se ter descoberto a síndrome», faz questão de sublinhar.

Fosse como fosse, não havia tempo para ressentimentos. Agora que já se sabia o que Luís tinha, havia que aprofundar conhecimentos, descobrir terapias e tentar ajudar outros pais que também tivessem filhos autistas. José Carlos começou por pedir orientação à britânica National Autistic Society, onde trabalhava uma das maiores referências nos estudos sobre o autismo, a psiquiatra Lorna Wing. «Durante um ano estudei centenas de artigos sobre o assunto. E pensei logo em fundar também uma sociedade, mas não o quis fazer sem antes ter uma preparação teórica muito boa», recorda o homem que uns anos mais tarde viria mesmo a ser um dos fundadores da primeira associação portuguesa dedicada a apoiar autistas e suas famílias, a APPDA, hoje com mais de uma dezena de delegações por todo o país.

Luís de Almeida Gonçalves tinha já 12 anos quando os pais, juntamente com outras seis famílias, abriram a primeira escola para autistas, instalada numa pequena casa térrea com quintal na Rua Azedo Gneco, em Campo de Ourique, em Lisboa. A proeza não foi fácil de concretizar, já que a comunidade de psiquiatras parecia não ver com bons olhos a intromissão de um dermatologista nestas questões. Ainda assim, José Carlos de Almeida Gonçalves conseguiu partilhar o conhecimento que tinha adquirido sobre autismo num importante congresso nacional sobre o estudo de deficiências mentais e, a partir daí, começaram a aparecer outros pais cujos filhos tinham perturbações semelhantes à de Luís.

Hoje, a comunidade científica identifica um conjunto de perturbações do desenvolvimento relacionadas com o autismo. As síndromes de Asperger e de Rett incluem-se nestas chamadas perturbações do espectro do autismo por terem características semelhantes sem deixarem de possuir, porém, elementos que os distinguem uns dos outros. Deste grupo fazem parte ainda o autismo atípico que, ao contrário do autismo clássico - o de Luís -, se manifesta de forma tardia, entre os 3 e os 12 anos de idade, bem como outras perturbações desintegrativas da infância. As pessoas que sofrem destas perturbações globais do desenvolvimento podem apresentar sintomas mais ou menos severos e «níveis funcionais» diferentes, o que faz de cada caso um autismo único.

Um dia-a-dia rotineiro

De molho de chaves ao peito, é a Dona Graça que assoma ao portão da quinta. «Temos de ter as coisas todas fechadas - armários e despensas onde guardamos os alimentos - porque senão o Luís come tudo», justifica-se. Graça casou com José de Almeida Gonçalves depois de o médico ter ficado viúvo. Desde então, tem sido um dos pilares fortes na vida de Luís, que criou com ela uma intensa relação de proximidade, caso raro entre os autistas, que tantas dificuldades têm em socializar e partilhar afectos. «O Luís está sempre muito dependente de uma pessoa. Agora anda sempre atrás da Graça, não a deixa ir a parte nenhuma! Quando, há dias, ela teve de ir a Lisboa e por isso às oito da noite ainda não estava em casa, o Luís entrou em pânico!», exemplifica José Carlos. Para Luís, como para grande parte dos autistas, uma quebra nas rotinas diárias pode ser um drama, uma autêntica «desarrumação mental», como lhe chama o pai.

Manter as rotinas que o filho, já um homem adulto, tinha em Lisboa foi, por isso, uma das principais preocupações de José Carlos quando decidiu deixar a capital e instalar-se de vez na propriedade da família no Vale de Santarém, uma pequena e pacata localidade entre o Cartaxo e a cidade de Santarém. «Primeiro informei-me se havia um sítio para o Luís e verifiquei que havia um centro para deficientes. Apesar de saber que aqui a qualidade de ensino seria inferior, ele teria a sua rotina assegurada», explica.

Frequentar o colégio é, assim, a actividade que marca e define o quotidiano de Luís. É lá que aprende música, ginástica, informática, língua portuguesa, que faz tapetes de Arraiolos. Em casa as ocupações são outras e não se misturam com as da escola. «O que faz num sítio não faz noutro. Como toca piano no colégio, aqui não quer tocar. Lá, dão-lhe lições de computador, mas no meu ele não mexe», explica José Carlos.

Quando chega da escola, Luís ajuda a empregada na cozinha com pequenas tarefas. «Não há uma batata cá em casa que não tenha sido descascada por ele!», revela o pai. «É ele que põe a loiça na máquina, primorosamente um prato de cada vez. E quando a loiça está lavada, é também ele que a arruma no armário da mesma maneira. Também põe a mesa, uma coisa de cada vez, rigorosamente na mesma posição e à mesma distância do rebordo da mesa. O Luís é a única pessoa arrumada cá de casa!», continua José Carlos, com uma boa disposição que a idade ainda não apagou.

Aos sábados, gosta de apanhar legumes e fruta na horta que ladeia a casa e corre logo a apanhar qualquer papelinho, casca de fruta ou ponta de cigarro que encontre no chão. E quando é dia de tratar dos cavalos na propriedade, a família Almeida Gonçalves também sabe que pode sempre contar com a ajuda do Luís.

Não vê televisão durante o dia. Só depois do jantar é que se senta na sala e vê todas as telenovelas que houver para ver. «Ele adorava ver ópera e agora, mesmo que haja ópera noutra televisão, não vê. Exige apenas que esteja uma ligada na ópera e outra na telenovela, para poder espreitar as duas coisas. Só ao sábado é que concorda em ver outros canais connosco», conta o pai.

Estes comportamentos obsessivos fazem parte do dia-a-dia de quem lida com autistas, mas nem sempre é fácil saber quais os limites a impor. Só o bom senso e a experiência que os anos trazem conseguem ajudar nestes casos, e José Carlos sabe disso melhor do que ninguém: «Deixamo-lo fazer algumas coisas, outras não. Aqui há tempos o Luís inventou de ficar na casa de banho a vigiar-me e só saía quando eu ia deitar-me. Ora, ficar horas e horas na casa de banho não é saudável. Tivemos de contrariá-lo e com violência. Nessas alturas grita que não quer, mas não chora. Nunca chora.»

Aos 51 anos, Luís de Almeida Gonçalves tem uma linguagem muito limitada - tenta fazer-se entender com o mínimo de palavras possível -, mas demonstra capacidades notáveis noutras áreas, outra das características associadas aos autistas. Escreve com pouquíssimos erros ortográficos e tem uma memória matemática fora do comum, que não se manifesta só no facto de conseguir decorar o número e posição de cada um dos pontos de um tapete de Arraiolos. «Um dia entrámos numa coudelaria e eu perguntei-lhe quantos cavalos lá estavam. Ele respondeu logo que eram vinte e dois. Eu contei-os e eram mesmo vinte e dois. Se passa um comboio com muitas carruagens ele sabe quantas são. Conta tudo à volta dele, tudo», informa o pai. A extrema apetência para os números não fica por aqui: Luís inventou um eficaz método para fazer multiplicações que até hoje ainda ninguém entender ao certo como funciona.

A família gaba-lhe ainda o apuradíssimo sentido de orientação. É ele que ajuda Graça a orientar-se no metro quando a acompanha a Lisboa, e é capaz de decorar o mais difícil dos percursos, mesmo que só o tenha feito uma única vez. «Quando entramos num parque de estacionamento grande só nos preocupamos com o lugar onde deixámos o carro se estivermos sozinhos. Se estivermos com o Luís, não há problema nenhum porque ele sabe sempre onde está o carro», conta José Carlos.

Os últimos anos têm sido uma surpresa para a família Almeida Gonçalves, já que revelaram um Luís cada vez mais autónomo, sociável e afectuoso, ainda que esta seja sempre uma autonomia relativa - longe de ser independência - e que os afectos se limitem aos familiares mais próximos. E se, por um lado, os progressos do filho deixam José Carlos agradavelmente surpreendido, por outro, trazem preocupações a dobrar: «Com esta melhoria intelectual, a capacidade de asneira aumentou. Faz muito mais asneiras agora do que fazia antes. O autista não sabe mentir, mas o Luís já descobriu o valor da mentira, há cerca de um ano. Agora, se lhe perguntamos se já lavou os dentes, ele diz que sim mesmo que não seja verdade, coisa que não fazia antes.»

As preocupações destes pais, porém, não se esgotam em pequenas mentiras caseiras como esta. Os meninos autistas de hoje serão os adultos autistas de amanhã, com outras características e a exigir cuidados diferentes, como homens e mulheres que também são. Mais tarde ou mais cedo, todas as famílias acabam por se confrontar com a inevitável questão: o que vai ser deles quando já não estivermos aqui?

Os Almeida Gonçalves não são excepção. Com a naturalidade de quem sabe já ter vivido muitos anos, José Carlos fala abertamente no assunto: Luís poderá manter-se na casa do Vale de Santarém, entregue a um cuidador; ou então mudar-se para a quinta de familiares, onde poderia dedicar-se à agricultura. Passar a viver numa instituição é a hipótese que menos lhe agrada, muito embora saiba que esta é, em muitos outros casos, a única viável. Seja como for, importa-lhe sobretudo que o filho mantenha as rotinas e que lhe seja garantido o acompanhamento e todos os cuidados de que precisa.

Sempre que pode, Luís, o primeiro autista identificado em Portugal, regressa à porta envidraçada. Entretido a olhar a rua, nem suspeita de que, na sala ao lado, se conta a história que despertou o país para as questões do autismo. A sua história.

Por: PATRÍCIA RAIMUNDO. FOTOGRAFIA GUSTAVO BOM/GLOBAL IMAGENS

In: DN

Cientistas americanos descobrem drogas que triplicam a capacidade do cérebro

Cada um dos 100 bilhões de neurônios cerebrais tem milhares de conexões com outros neurônios. Essas conexões, conhecidas como sinapses, permitem que as células possam rapidamente compartilhar informações, coordenar atividades, garantir o aprendizado e sustentar os circuitos que fazem parte da memória. Avarias nas ligações entre neurônios têm sido associadas a distúrbios neurológicos, entre eles o autismo e a doença de Alzheimer, bem como ao declínio da memória durante o processo de envelhecimento.
Muitos cientistas acreditam que o reforço conexões sinápticas poderia oferecer um modo de tratar essas doenças mentais, e de retardar problemas relacionados com o declínio da função cerebral por causa da idade avançada. Agora, uma equipe de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu uma meio de aumentar as sinapses entre as células. O experimento foi realizado em laboratório, em condições muito controladas, que permitem projeções em larga escala com o objetivo de produzir novos medicamentos.
Os pesquisadores já identificaram vários compostos que podem reforçar sinapses cerebrais. Tais medicamentos ajudam a compensar o declínio cognitivo, observado no mal de Alzheimer, por exemplo. O estudo foi publicado na edição de outubro da revista Nature.
Segundo Mehmet Fatih Yanik, professor associado do MIT e líder da equipe de pesquisa — que conta ainda com os assistentes Mark Scott e Zachary Wissner-Gross, Stephen Haggarty, Balaram Ghosh e Dongpeng Wan da Universidade de Harvard, e Ralph Mazitschek do Massachusetts General Hospital — o trabalho da equipe desenvolveu e analisou vários compostos de drogas potenciais selecionados no estudo.
Numa sinapse, um neurônio envia sinais para uma ou mais células, liberando substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que influenciam a atividade da célula receptora. Os cientistas descobriram meios de induzir neurônios cultivados em laboratório para formar sinapses, mas isso geralmente produz uma mistura de conexões que é difícil de estudar.
Na nova configuração desenvolvida por Yanik e seus colegas, os neurônios pré-sinápticos (aqueles que enviam mensagens através de uma sinapse) são cultivados em compartimentos individuais, no laboratório. Os compartimentos têm apenas uma abertura, em um pequeno canal, que leva a outro compartimento. O neurônio pré-sináptico envia seu axônio longo através do canal para o outro compartimento, onde pode formar conexões sinápticas, com células dispostas em uma grade.
"Dessa forma, no laboratório, podemos induzir sinapses em posições muito bem definidas", afirma Yanik.
Usando esta técnica, os pesquisadores conseguiram criar centenas de milhares de sinapses em laboratório, e então usá-los para testar os efeitos de compostos da droga potencial. Esta técnica detecta alterações na força sináptica com sensibilidade dez vezes maior do que os métodos atualmente existentes.
Neste estudo, os pesquisadores criaram e testaram variantes de um tipo de molécula conhecida como um inibidor de HDAC. As HDACs são enzimas que controlam como o DNA é enrolado no interior do núcleo da célula, o que determina quais genes podem ser copiados e quais são aqueles que se expressam ativamente. Os inibidores de HDAC, capazes de afrouxar bobinas de DNA e revelar genes que tinham sido desligados, estão agora sendo observados como formas potenciais de tratamento para a doença de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.
O objetivo dos pesquisadores era encontrar inibidores de HDAC que, especificamente, fossem capazes de ativar genes, que melhoram as conexões sinápticas. Para determinar quais os efeitos mais fortes, eles mediram a quantidade de uma proteína chamada sinapsina, encontrada nos neurônios pré-sinápticos. Esses testes renderam vários inibidores de HDAC, que fortaleceram as sinapses, e permitiram melhorar a força das sinapses em 300 por cento. Vários inibidores de HDAC tiveram pouco efeito sobre a força sináptica, demonstrando a importância de encontrar inibidores de HDAC específicos para genes sinápticos.
"A nova tecnologia oferece uma melhoria significativa sobre os métodos existentes para o cultivo de sinapses. Permite também estudar sua formação", comenta Matthew Dalva, professor associado de Neurociências na Thomas Jefferson University, que não fez parte da equipe de pesquisa. "Ainda sabemos tão pouco sobre a formação de sinapses, este estudo pode abrir novas portas".
A próxima etapa do estudo é saber se este sistema também pode ser usado para examinar as conexões entre tipos específicos de neurônios, obtidos de diferentes regiões no cérebro. Caso haja condições de melhorar conexões específicas em determinadas áreas do cérebro, a pesquisa vai ser altamente benéfica para pessoas com autismo, por exemplo. Yanik tem planos também para tornar a tecnologia disponível para outros grupos de pesquisa interessados.
Da Agência O Globo

Estudo mostra relação entre aumento de casos de autismo e diabetes

Uma nova pesquisa sobre as anomalias genéticas e bioquímicas associadas ao autismo revela que existe uma possível ligação entre a doença neurológica e o diabetes tipo 2. Os dois transtornos médicos tiveram o número de casos em ascensão nas últimas décadas.
"Parece que ambos, o diabetes tipo 2 e autismo, têm um mecanismo comum subjacente: a intolerância à glicose e a hiperinsulinemia (excesso de insulina na corrente sanguínea)", avalia Michael Stern, bioquímico da Rice University, nos EUA e autor do estudo que aparece na edição deste mês da revista Frontiers in Cellular Endocrinology.
A hiperinsulinemia, frequentemente um precursora da resistência à insulina, é uma condição caracterizada por níveis de excesso de insulina na corrente sanguínea. Resistência à insulina é freqüentemente associada com obesidade e com o diabetes tipo 2.
"Será muito fácil para os clínicos testar a hipótese deste estudo", afirma Stern, professor de bioquímica e biologia celular na Rice. "Eles podem fazer isso colocando crianças autistas em dietas de baixo carboidratos, que minimizam a secreção de insulina, e ver se os sintomas melhoram".
Stern diz também que a nova descoberta sugere que a tolerância à glicose em mulheres grávidas pode ter de ser abordada com mais seriedade do que tem sido feito até agora.
O laboratório de Stern está localizado no Collaborative Rice Research BioScience, seção especializada em investigar as interações genéticas associadas a doenças genéticas como a neurofibromatose, um distúrbio no qual os pacientes são várias vezes mais propensos a apresentar sintomas de autismo e de desordens do espectro do autismo, como a síndrome de Asperger. Autismo e Asperger são desordens neurológicas que têm forte base genética, mas ainda pouco compreendida pelos pesquisadores. Os Centros dos EUA para Controle de Doenças e Prevenção estimam que cerca de nove em cada mil crianças dos EUA são diagnosticadas com autismo ou Asperger.
Stern comenta que, pelo menos, quatro genes associados com freqüência ao autismo são conhecidos por produzir proteínas que desempenham um papel chave em um caminho bioquímico conhecido como PI3K/Tor. Stern diz que estava estudando uma forma de funcionamento anormal nas sinapses de cobaias com esta espécie de anomalias, notavelmente semelhantes a anormalidades observadas em cobaias com defeitos em um caminho diferente, conhecido como mGluR, que determina depressão a longo prazo.
"Passei muito tempo pensando sobre a sinalização da insulina, porque um outro projeto no meu laboratório é um projeto de endocrinologia em que estamos estudando como as principais proteínas envolvidas na sinalização de insulina afetam o tempo de metamorfose em cobaias de laboratório", diz Stern.
De seus estudos em ambas as áreas, Stern sabia duas coisas: PI3K/Tor foi a principal via de sinais de insulina dentro das células, e a insulina pode afetar as sinapses de modo muito semelhante aos defeitos mGluR associados com o autismo.
"Quando li que a incidência de autismo foi aumentando, e combinada com o fato de que a incidência de diabetes tipo 2 também está aumentando, parecia razoável que cada aumento poderia ter a mesma causa final — o aumento da hiperinsulinemia em geral na população", disse Stern.
Stern disse que ele organizou o estudo alguns meses atrás, quando uma empresa de consultoria de saúde cuidado pediu-lhe para fornecer informações sobre o autismo.
"Na preparação para esta entrevista, eu descobri que o diabetes gestacional foi o mais importante fator de risco materno identificado para o autismo, mas que nenhum mecanismo conhecido poderia ser responsável por isso", Stern lembrou. — Foi quando eu percebi que isso não era óbvio para os outros no campo científico. Então decidi escrever isto com a esperança de que os clínicos possam se tornar conscientes disso e tratar seus pacientes de acordo."
Ao escrever o artigo, Stern disse que aprendeu que o papel da insulina na função cognitiva está se tornando mais amplamente aceita.
"Eu estava verificando se a insulina era conhecida por afetar a função sináptica, e aprendi que a aplicação nasal de insulina já está sendo testada para ver se é benéfica para outros casos, como pacientes de Alzheimer e até de esquizofrenia".
Stern disse que também descobriu que estudos preliminares indicam que dietas baixas em carboidratos foram terapêutica para algumas pessoas com autismo e Asperger.
"Baseado no que já está na literatura, a insulina tem de ser levada a sério como um elemento causador de autismo", disse Stern. "Espero que os médicos possam dar o próximo passo e estabelecer parâmetros de um rigoroso teste para determinar a melhor forma de usar essa informação para beneficiar os pacientes".
Da Agência O Globo

Bebês prematuros e de baixo peso têm maior risco de autismo

 

WASHINGTON, EUA — Os bebês prematuros e de baixo peso são cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo que os bebês nascidos no período correto e com peso normal, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos após duas décadas de pesquisas.

Há algum tempo se sabe que os bebês prematuros correm mais riscos de ter problemas de saúde e atraso cognitivo, mas o estudo publicado na revista Pediatrics é o primeiro a estabelecer uma relação entre o baixo peso ao nascer e o autismo.

Os cientistas estudaram 862 crianças do nascimento até a idade adulta. Os participantes do estudo nasceram entre 1984 e 1987 em três condados de Nova Jersey com pesos entre 500 gramas e dois quilos.

Com o tempo, 5% dos bebês com baixo peso no nascimento foram diagnosticados com autismo, contra 1% de prevalência entre a população geral.

"A medida que a sobrevivência dos bebês menores e imaturos melhora, os que seguem adiante representam um desafio cada vez maior para a saúde pública", disse a principal autora do estudo, Jennifer Pinto Martin, diretora do Centro de Estudos do Autismo e Deficiências do Desenvolvimento da Faculdade de Enfermaria da Universidade da Pensilvânia.

"Os problemas cognitivos nestas crianças podem esconder um autismo de fundo", completou, antes de pedir aos pais que levem os filhos para exames ante a suspeito de um transtorno de espectro autista.

"A intervenção rápida melhora os resultados em longo prazo e pode ajudar estas crianças tanto na escola como em casa", disse.

Autismo é o termo que designa uma série de condições que vão desde uma escassa interação social a comportamentos repetitivos e silêncios arraigados. Este transtorno afeta principalmente os meninos e suas causas são objeto de intensos debates.

fonte: AFP

De olho em 2012: Biodesign

 

Nesta época, as revistas científicas, jornais e meios de comunicação procuram sempre fazer retrospectivas dos assuntos mais interessantes do ano que passou.

Outros veículos aproveitam para prever áreas que podem ter um impacto maior no ano que vem. Enfim, para fugir um pouco desse paradigma, decidi escrever algo diferente. Procurei unir as duas coisas, passado e futuro, juntando ciência e arte em conceitos que acredito que venham fazer parte do nosso dia a dia em breve. Veja se você concorda.

Decidi focar no biodesign. O conceito de design biológico não é novo, mas sinto que no Brasil poucos profissionais da ciência estão familiarizados com essa ideia. Acredito que nosso país tem um potencial enorme para explorar esse tipo de interface entre arte e ciência.

O biodesign não usa apenas plásticos, vidros e madeira como matéria-prima, mas sim coisas vivas, como organismos e células. As implicações dos projetos vão além da equação forma-função ou do conceito de modernidade, conforto e progresso que prevê o design clássico.

O biodesign transcende essa tradição e provoca curiosidade, uma ótima forma de difusão científica. Em geral, os profissionais, na maioria biólogos, incorporam seres vivos em seus projetos, procurando usufruir dos ciclos biológicos de cada espécie. Obviamente, como acontece em diversas disciplinas, algumas ideias são boas e podem ser aplicadas na prática – outras nem tanto.

Um bom exemplo de aplicação prática é o trabalho de Susana Soares (foto acima), que treinou abelhas a reconhecer sinais químicos expelidos na nossa expiração. Ela conseguiu combinar o extraordinário poder olfativo das abelhas, capazes de detectar concentrações ínfimas de hormônios e toxinas, com o reflexo pavloviano.

O resultado são abelhas que servem como ferramentas de diagnóstico para doenças do coração e testes de gravidez, por exemplo. E basta um assopro. A ferramenta está sendo aplicada em estudos sobre a malária, na tentativa de descobrir por que algumas pessoas são mais atraentes que outras aos mosquitos.

Outro exemplo vem do trabalho de Revital Cohen, redirecionando cães de corrida aposentados para ajudar pessoas com dificuldades de respiração ou problema renais (foto ao lado).

Esse sistema híbrido funciona de forma holística e simbiótica e independe de eletricidade. Projetos como esse fazem pensar em milhares de outras situações em que poderíamos usar o próprio desperdício humano para gerar algo produtivo. Estimo que cerca de dois bilhões de pessoas no mundo gastem pelo menos 1 minuto por dia jogando paciência ou cultivando seu FarmVille. Esse tempo poderia ser aproveitado para alguma coisa mais proveitoso.

No caso dos micro-organismos, ressalto o trabalho de Alexandra Ginsberg, que se aproveita da engenharia genética e da biologia sintética para criar bactérias que fabriquem pigmentos. Esses seres redesenhados, inofensivos ao homem, estão sendo amplificados para produzir material para impressoras e outros tipos de tintas.

Outro projeto dela, intitulado Estética Sintética, incorpora bactérias re-engenheiradas como ferramentas de diagnóstico. O sistema, batizado de E. chromi, funciona da seguinte forma: o paciente ingere um líquido (como um milk-shake probiótico) contendo bactérias que reagem com enzimas e outros agentes químicos, mudando de cor.

As diferentes colorações representam nutrientes presentes no organismo e podem ser visualizados nas fezes. Basta uma olhadinha após um “número dois” para saber se está tudo em ordem.

Obviamente que Alexandra também pensou numa forma de calibrar as cores, montando um “escatálogo” com modelos que simulam diversos tipos de fezes, como na foto ao lado.

A aplicação desse sistema para indivíduos debilitados por alguma condição é o próximo passo. Recentemente, descobri como é difícil para os pais de uma criança autista (e provavelmente para pacientes com outros problemas) manter a higiene bucal do filho. O sistema E. chromi poderia ser aplicado em autistas, por exemplo, como marcador da qualidade das bactérias presentes na dentição. As saudáveis ficariam coloridas, e as demais, pretas (foto abaixo). Isso poderia servir como um guia durante a escovação.

Com os avanços da genômica e da engenharia de tecidos, acredito que o biodesign será imprescindível no futuro. De olho nesse mercado, algumas universidades americanas e europeias já criaram cursos de graduação especializados nessa abordagem.

Os profissionais ainda são encarados de forma suspeita pela academia tradicional, mas penso que seja uma questão de tempo para que a situação se inverta. Sabendo da capacidade e da criatividade dos cientistas/artistas brasileiros, proponho a fundação da Escola Brasileira de Interação Ciência-Design, com disciplinas abrangendo biologia molecular, células-tronco, história da arte, propaganda e marketing, e por aí vai. Viajei?

fonte: G1

05 dezembro 2011

premiação do blog

QUERO AGRADECER O PRÊMIO Q RECEBI DA MINHA QUERIDA AMIGA BLOGUEIRA PATRÍCIA DO BLOG "/SEI QUE DEUS EXISTE" MEU MUITO OBRIGADA PELO CARINHO ! BJS



02 dezembro 2011

Menino com autismo se mata enforcado após sofrer bullying



David foi encontrado enforcado em seu quarto | Foto: Reprodução Internet
Lancashire (Inglaterra) - Um menino de 12 anos com autismo se matou enforcado, na última segunda-feira após sofre bullying de um grupo de meninas de sua escola em Lancashire, na inglaterra. Michael Raven foi encontrado inconsciente em seu quarto, ele ainda chegou a ser levado para um hospital local, mas foi declarado morto pouco tempo depois.

De acordo com a mãe de uma das alunas da escola, Michael estava sendo atormentado por um grupo de meninas de 8 anos. Elas pertubavam o menino devido ao seu problema. David Whyte, diretora da escola, disse que funcionários não estavam cientes que o menino estaria sofrendo bullying.


O boato de que o motivo da morte de David foi o bullying surgiu logo após o falecimento foi anunciado na escola. Uma série de afirmações surgiram no Facebook de alunos da instituição. O caso está sendo investigado pela polícia local. As informações são do jornal inglês
Daily Mail.

Jogo 3D português pode ajudar crianças autistas

Jogo 3D português pode ajudar crianças autistas

Jogo 3D português pode ajudar crianças autistas
Foto © Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) criou um conjunto de ambientes virtuais dinâmicos para estimular o desenvolvimento social de crianças com autismo e, simultaneamente, ajudar os médicos na avaliação clínica e monitorização da reabilitação.

A plataforma tecnológica é composta por um jogo de computador, um capacete de realidade virtual ou óculos 3D e sensores de EEG (medidores de atividade cerebral). Através destes elementos é possível registar o comportamento das crianças durante o jogo. Depois, as informações são enviadas para um módulo online ao qual os médicos têm acesso.

Em comunicado, a Universidade de Coimbra explica que o propósito é “permitir aos clínicos não só efetuar o diagnóstico e prescrever a terapia mais adequada, como monitorizar o doente à distância e registar a sua evolução”.

Marco Simões, um dos investigadores responsáveis, afirma que aquilo que se pretende é que “a criança possa, no conforto do lar e num ambiente que não lhe é hostil, realizar os exercícios e remotamente fornecer informação para o clínico que o acompanha”,

Uma vez que os autistas têm grandes limitações em termos de interação social, o investigador do Departamento de Engenharia Informática acrescenta que este conjunto de ambientes virtuais “visa ensinar competências sociais – cumprimentar, sorrir, identificar expressões faciais e repeti-las”.


Para permitir esta aprendizagem, a equipa desenvolveu um jogo de computador com fins pedagógicos e de reabilitação. A evolução no jogo exige que a criança efetue “vários mecanismos de interação social, acabando por interiorizá-los e transpô-los para o dia-a-dia”.


A grande novidade desta investigação é o recurso à realidade virtual para o treino de competências no autismo, acompanhada com monitorização neuro-fisiológica. “No jogo a criança interage com pessoas virtuais para, no futuro, interagir com pessoas reais”, conclui Marco Simões.

Ainda de acordo com o comunicado da UC, o próximo passo dos investigadores será criar “um design mais apelativo e explorar novas tecnologias de interação naturais, isto é, mais fáceis de usar pelas crianças com autismo”.

FONTE:BOAS NOTICIAS
 

Descoberta proteína ligada a distúrbios do autismo

Descoberta proteína ligada a distúrbios do autismo Uma investigação levada a cabo por cientistas portugueses e norte-americanos indica que os distúrbios de comportamento ligados ao autismo podem ser desencadeados por uma proteína integrada no processo de comunicação entre neurónios (sinapses).

O gene que controla a produção da proteína Shank3 foi mutado num grupo de ratos de laboratório. "O que observámos é que os ratinhos com Shank3 mutado exibem comportamentos repetitivos, mostram altos níveis de 'ansiedade' e evitam o contacto social com outros ratinhos", explicou ao jornal Público a investigadora Cátia Feliciano.

Espera-se que esta descoberta leve à criação dos primeiros medicamentos eficazes no controlo do autismo, explica João Peça, outros dos investigadores lusos envolvidos no estudo, já publicado na revista Nature.

"Em termos de tratamento será agora importante identificar se efectivamente disfunções no striatum [área do cérebro mais afetada nos animais analisados] são um ponto em comum no autismo. Um dos principais focos da nossa investigação será perceber como modular este circuito", acrescenta.

A equipa de especialistas vai prosseguir a investigação em ratos de laboratório, estando ainda algo distante a possibilidade de replicá-la em humanos.

Segundo a Federação Portuguesa de Autismo, por cada 10 mil pessoas, 10 têm autismo e 2,5 têm síndroma de Asperger. Estudos desenvolvidos em Portugal apontam para números semelhantes [dados referentes a 2006].

As perturbações do espectro do autismo incluem uma série de distúrbios, como deficiências na comunicação e ao nível das interacções sociais, interesses restritivos e comportamentos repetitivos.

[Notícia sugerida pela utilizadora Raquel Baêta]
FONTE:BOAS NOTÍCIAS

Teste rápido deteta autismo no 1º ano de vida

Teste rápido deteta autismo no 1º ano de vida

Teste rápido deteta autismo no 1º ano de vida Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano, conforme anuncia um estudo financiado pelos National Institutes of Health dos EUA e publicado esta semana no Journal of Pediatrics.
Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, o olhar do bebé, sons, palavras, objetos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.
A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste a 10.479 crianças na consulta dos 12 meses de idade.
Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes. Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo.

Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios, como atraso no desenvolvimento e na linguagem, também detetados pelo teste.
Pode saber mais sobre o “1-Year Well-Baby Check-Up Approach” clicando aqui.
FONTE:BOAS NOTÍCIAS

Células da pele podem ajudar a entender autismo

Células da pele podem ajudar a entender autismo

Células da pele podem ajudar a entender autismo Cientistas acreditam que as células retiradas da pele de pessoas com um síndrome raro que está associado ao autismo - o síndrome de Timothy - poderão ajudar a explicar as origens deste transtorno, avança a BBC.

Uma vez que o síndrome de Timothy é causado por uma falha num único gene e não por um conjunto de falhas, este pode dar uma contribuição útil para que os cientistas compreendam o processo de desenvolvimento do cérebro de uma criança com autismo.

De acordo com a revista Nature Medicine, um grupo de investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, transformou as células da pele em células cerebrais totalmente desenvolvidas.

Os pesquisadores norte-americanos procederam, então, à recolha de células da pele em pessoas afetadas pelo síndrome e em pessoas totalmente saudáveis e, posteriormente, criaram neurónios a partir dessas amostras.

Problemas de comunicação entre hemisférios cerebrais

Ao examinar o desenvolvimento das células em laboratório, a equipa de Ricardo Dolmetsch encontrou diferenças óbvias entre elas. As células obtidas a partir da pele de participantes com síndrome de Timothy evidenciavam menos capacidade de colocar os dois hemisférios do cérebro em comunicação.

Além disso, estes neurónios produziam em excesso um químico responsável pelos processos sensoriais e pelo comportamento social.
De acordo com Dolmetsch, as falhas encontradas comprovam que, em parte o autismo está associado à comunicação deficiente entre os dois hemisférios cerebrais.

Através da administração de um fármaco, a equipa conseguiu reduzir significativamente o número de neurónios com problemas de funcionamento, o que abre a esperança de que seja possível, no futuro, tratar esta malformação num paciente real.

Os cientistas alertaram, porém, para o facto de este fármaco ainda provocar efeitos secundários indesejáveis e de, uma vez que existem vários tipos de autismo com diferentes características, esta descoberta não garantir que seja possível compreender a origem de todos eles, pelo que ainda há muito trabalho pela frente.

FONTE:BOAS NOTÍCIAS

Meninos com autismo degenerativo têm cérebros maiores, diz pesquisa

Sintomas aparecem com pouco tempo de vida.
Tipos de autismo diferentes teriam mecanismos diferentes.

 

Os meninos que perdem, repentinamente, as habilidades de linguagem e socialização por sofrer de um tipo de autismo degenerativo, apresentam um crescimento anormal do cérebro a partir dos quatro meses de idade, revelou um estudo americano publicado esta segunda-feira (28).
Os cérebros dos meninos que sofrem de autismo degenerativo são 6% maiores do que os cérebros dos saudáveis e dos que sofrem de outro tipo de autismo, cujos sintomas se apresentam na mais tenra idade.

O estudo, do qual participaram 180 indivíduos, e foi descrito como "a maior pesquisa sobre o desenvolvimento do cérebro em meninos pré-escolares com autismo" feito até agora não revelou nenhum crescimento anormal no cérebro das meninas que sofrem de autismo.
O estudo traz mais dados "à evidência crescente de que há tipos biológicos diferentes de autismo, (que apresentam) mecanismos neurobiológicos diferentes", assegurou David Amaral, co-autor do estudo e diretor do projeto do Instituto MIND, da Universidade da Califórnia (sudoeste).
O autismo, que afeta quatro vezes mais os meninos do que as meninas, inlcui uma ampla gama de transtornos do desenvolvimento que podem variar de uma leve dificuldade de socialização até a completa incapacidade de comunicação, movimentos repetitivos, hipersensibilidade para certas luzes e sons e problemas de comportamento.
Estudos anteriores sugeriam que os sintomas clínicos do autismo tendem a coincidir com um crescimento anormal do cérebro e da cabeça que se apresenta entre o nono e o décimo oitavo mês de vida.
No entanto, este estudo, publicado na edição de 29 de novembro da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), "descobriu que o meninos com autismo degenerativo mostram uma forma de neuropatia diferente (neste caso, o tamanho diferente do cérebro) com relação aos meninos diagnosticados com autismo desde o início de suas vidas", disse a principal autora da pesquisa, Christine Wu Nordahl, estudiosa do Instituto MIND.
"Além disso, quando avaliamos as meninas com autismo, encontramos que nenhuma delas apresentou crescimento anormal do cérebro", sem importar o tipo de autismo do qual sofriam.
FONTE:G1

Apadem é convidada para Audiência Pública sobre Autismo em Itaboraí

Ofício Circular nº 03/2011
Assunto: Convite para a Audiência Pública - Itaboraí precisa conhecer o Autismo


Ilustríssima Senhora,

A Câmara Municipal de Itaboraí fará realizar a Audiência Pública Itaboraí precisa conhecer o Autismo, para discutir proposta de projeto de Lei que Institui Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, dia 05 de dezembro de 2011, às 10h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Itaboraí.

A Audiência Pública visa garantir o direito da participação social na discussão dos direitos sociais e de saúde em nosso município. Nesse sentido, convidamos a APADEM para dar sua contribuição na discussão sobre a referida proposta.

Sem mais para o momento, renovamos protestos de estima e apreço.

Itaboraí, 25 de novembro de 2011

Lucas Borges
Presidente

Ilma. Sra.
Cláudia Moraes
Presidente da APADEM - Volta Redonda
fonte :APADEM

Livro discute os métodos aplicados na avaliação e reabilitação do desenvolvimento de crianças e adolescentes

A criança já não é mais entendida como um adulto em miniatura. O desenvolvimento infantil dessa geração, que será responsável pelo futuro, é mais valorizado. No livro Desenvolvimento da Criança e do Adolescente - Avaliação e Intervenção (Editora Íthala) especialistas abordam temas atuais que discutem por meio de evidências científicas, o avanço e contribuição das áreas da Saúde e Educação no desenvolvimento humano, em especial das crianças e adolescentes.
A obra foi organizada por Marcia Valiati, Maria Cristina Bromberg, Sergio Antoniuk e Tatiana Riechi e reúne resultados de pesquisas processadas ao longo dos anos no Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Desenvolvimento da Criança e do Adolescente – Avaliação e Intervenção propõe a educadores e profissionais da saúde a discussão e reflexão das diversas propostas metodológicas de avaliação e intervenção para crianças e adolescentes em processo de reabilitação. Quadros de transtornos de desenvolvimento como epilepsia, autismo, paralisia cerebral, transtornos mentais, prematuridade, transtorno de atenção e hiperatividade são alguns desses casos. Os temas debatidos no livro apresentam o caminho multidisciplinar, que passa pela interdisciplinaridade e chega à transdisciplinaridade. Esse processo mostra como o profissional pode evoluir trabalhando em conjunto com diversas áreas.

A obra é um verdadeiro guia de orientação para profissionais das áreas da saúde e educação, pois também traz artigos relevantes sobre o desenvolvimento infantil, destacando temas como desenvolvimento neuropsicomotor, ambulatório de seguimento, terapia ocupacional na pediatria, diagnóstico e tratamento do TDAH, além de dificuldades e transtornos de aprendizagem.

Sobre a Editora Íthala
A Editora Íthala possui um conceito editorial diferenciado: promover a cultura, viabilizando projetos de novos autores. Com apenas três anos de atuação, já publicou mais de 28 livros de diversas áreas. A Editora tem como foco os projetos diferenciados de baixa demanda e tiragem tradicional para distribuição nacional, sem abrir mão da qualidade nos projetos gráficos e de impressão de seus livros.

Serviço
Desenvolvimento da Criança e do Adolescente - Avaliação e Intervenção
Editora: Íthala
Preço: R$75,00
Páginas: 328
Mais informações:
www.ithala.com.br

twitter.com/EditoraIthala

MTV é condenada a pagar R$ 40 mil para pais ofendidos com "Casa dos Autistas"

MTV é condenada a pagar R$ 40 mil para pais ofendidos com "Casa dos Autistas"


MTV é condenada a pagar R$ 40 mil para pais ofendidos com "Casa dos Autistas" Cena do quadro "Casa dos Autistas", do "ComédiaMTV" Clique para ampliar a imagem
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Ana Maria Carvalho Elias Braga e Carlos Braga, pais de dois meninos autistas, Rafael e Renato, ganharam na Justiça de São Paulo o direito à indenização por danos morais pelo Grupo Abril devido à exibição pela MTV, em 22 de março deste ano, do quadro "Casa dos Autistas".


Na atração, parte do humorístico "Comédia MTV", atores simularam trejeitos e urros que foram atribuídos às pessoas com autismo, por três minutos, o que provocou revolta em parte do público.


A síndrome pode causar déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos, mas as manifestações variam de pessoa para pessoa.


O juiz João Omar Marçura, da 24ª Vara Cível da capital, afirmou na decisão que a cena causou "danos gravíssimos aos autistas, seus familiares e pessoas que com eles convivem e os respeitam" e não aceitou o argumento de que as imagens foram exibidas uma vez na TV, pois elas se alastraram pela internet.


A empresa terá de pagar R$ 40 mil à família --o pedido era de R$ 100 mil. "Acima doo valor financeiro, que não era a nossa preocupação, a sentença me lavou a alma. O juiz entendeu a nossa sensação diante da agressão sofrida e marcou a história de lutas por respeito não só dos autistas, mas de vários outros grupos sociais", afirmou Ana.


BABAQUICE
O humorista Paulinho Serra, que estava no quadro "Casa dos Autistas", por sua vez, disse à Folha que "essa perseguição ao humor é uma grande babaquice".


"Tenho medo de ser preso qualquer hora por fazer uma piada no palco", diz ele.


"Sou a favor da reparação, nos reparamos ao vivo dentro do programa do Adnet", que também faz parte do "Comédia" e se desculpou à época pelo Twitter.


Ele lembra que a MTV veiculou na programação esclarecimentos sobre o autismo.


"Fico triste que estejamos no caminho da condenação. Querem prender o Rafinha Bastos por causa de uma piada, execrar o Danilo Gentili, e agora fazem uma emissora de TV pagar uma multa por algo que tenho certeza que não vai mudar nada."


A MTV não se pronunciou oficialmente por não ter sido notificada pela Justiça.




Fonte: UOL televisão

Conheça mais sobre o autismo e a terapia com animais

Carmen Zanotto quer ampliar atendimento a portadores de autismo

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) apresentou emenda a Medida Provisória (MP) 550/2011, que garante aos portadores de autismo e seus familiares empréstimos subsidiados para a compra de equipamentos especiais. Originalmente, a MP garante o direito apenas aos portadores de deficiência e não inclui os autistas. Para Carmen, o distúrbio precisa ser observado e acompanhado pelo estado.

A medida autoriza empréstimos bancários para a aquisição de bens e serviços de tecnologia destinados a pessoas com deficiência. Eles poderão ser feitos por famílias com renda mensal de até dez salários mínimos. As instituições financeiras públicas federais serão subsidiadas pelos créditos concedidos.

Apesar de deixar em aberto o termo “deficiência”, no texto da proposta não fica claro que os autistas serão beneficiados com a medida. Carmen Zanotto lembrou que os autistas sofrem diversas dificuldades, assim como os deficientes físicos e intelectuais. Para ela, a medida é injusta por não atender a esse segmento da sociedade. “Só as famílias, que tem um autista no meio familiar, sabem o número de conflitos enfrentados pelo comportamento de quem sofre do distúrbio”, afirmou.

A deputada argumenta que os familiares e o autista precisam ser acompanhados e protegidos por meio das políticas públicas. A parlamentar defendeu ainda mais avanços para que os deficientes sejam vistos pela sociedade brasileira como cidadãos. Segundo ela, para que isso ocorra é necessário garantir estudo, trabalho e tecnologia de acessibilidade a essas pessoas.

A parlamentar mostrou otimismo em relação a emenda e acredita que ela será acatada pelo relator da matéria. “Eu entendo, e acredito, que a nossa emenda vai ser aceita na MP. Acredito porque existe uma demanda e um clamor da sociedade, em especial as famílias dos portadores de autismo, para que eles sejam incluídos dentro dessas políticas.
Fonte:Portal Nacional