Pesquisar este blog

codigos blog

assine o feed

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Seguidores e seguidos!

26 março 2017

Búfalos como terapia para os autistas tailandeses


Montado em um búfalo, Shogun sorri. O menino autista de cinco anos participa de uma oficina do exército tailandês onde esses animais são usados para terapia.


Shogun vai duas vezes por semana a Lopburi, no centro da Tailândia, como outros 20 colegas que sofrem da mesma síndrome. 


Passeiam e brincam com balões montados nos búfalos e participam de pequenas oficinas de arte. 


Estudos recentes demonstram que a interação com animais tem consequências positivas no desenvolvimento socioafetivo das crianças autistas. 


Essa terapia, que tem o respaldo da família real, é uma exceção na Tailândia, onde há poucos programas destinados às crianças com deficiências. 


Para os budistas, os problemas têm uma causa. Nada é por acaso, e o destino depende dos atos realizados em vidas anteriores. 


Pimporn Thongmee, avô de Shogun, observou progressos incríveis em seu neto desde que ele começou a participar do programa. 


"Antes ele sofria muito por se separar de mim", explica. "Não conseguia ficar tranquilo nem se concentrar e gritava muito, mas agora consegue brincar com os outros". 

Na teoria, a legislação tailandesa outorga aos deficientes os mesmos direitos que ao resto da população, mas a realidade é menos idílica, e o país fica para trás em matéria de equipamentos. 


No sudeste da Ásia, a ideia budista do destino cármico atrapalha a implementação de uma política progressista e relega muitos deficientes à pobreza ou a viver escondidos. 


Manit Kaewmanee teve que tirar seu filho do colégio, onde as outras crianças o perseguiam. 


"Me entristece quando as pessoas dizem que ele é louco, que não pode falar, nem se comportar na sociedade, que é uma vergonha", conta. 


O sargento Kajohnsak Junpeng, responsável pela oficina, afirma que a lentidão dos búfalos traz serenidade para as crianças. 


"E se as crianças se penduram no rabo, eles não dão coices como os cavalos, não há acidentes", explica. 


O militar nunca imaginou que um dia estaria no comando de um exército de búfalos a serviço de jovens autistas, mas se sente "orgulhoso" quando vê "os progressos das crianças".

09 março 2017

Significado de Sinestesia

O que é Sinestesia:

Sinestesia é um fenômeno neurológico que consiste na produção de duas sensações de natureza diferente por um único estímulo.
É um termo que caracteriza a experiência sensorial de certos indivíduos nos quais sensações correspondentes a um certo sentido são associadas a outro sentido.
Sinestesia é uma palavra que vem do grego synaísthesis, onde syn significa "união" e esthesiasignifica "sensação", assim, uma possível tradução literal seria "sensação simultânea".
A sinestesia é uma condição neurológica que implica que o cérebro interpreta sensações de natureza diferentes em simultâneo, ou seja, um som pode representar uma cor ou um aroma (sensações que não são auditivas). Existe uma espécie de cruzamento de sensações em um só estímulo. Assim, uma cor pode ter um sabor ou um som pode ter uma forma.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a sinestesia não é uma doença, e por isso não há tratamento para ela. É simplesmente uma forma diferente do cérebro processar as informações obtidas através dos sentidos. A sinestesia é uma característica hereditária, sendo mais provável acontecer se há casos dentro de uma família. Alguns estudiosos afirmam que as pessoas que apresentam essa característica possuem uma memória acima da média e uma criatividade bastante desenvolvida.
Cerca de uma em cada 300 pessoas têm sinestesia.

Exemplos de sinestesia

A sinestesia está presente quando por exemplo, uma cor é ligada a uma impressão auditiva (audição colorida, fotismos) ou sons são  ligados a uma impressão visual (fonismos).
No vocabulário da língua portuguesa existem várias expressões que se referem a fenômenos de sinestesia, como vermelho-berrante, cores quentes. A expressão "voz doce" é outro caso de sinestesia, pois existe a junção de uma sensação auditiva (voz) e uma sensação gustativa (doce).

Figura de linguagem

No âmbito da linguística, a sinestesia é também uma figura de linguagem semelhante à metáfora ou comparação por símile, porque combinam elementos de universos diferentes. No caso concreto da sinestesia, os elementos distintos que são combinados são os sentidos humanos.
Eu me lembro daquela noite de Verão, e do aroma doce dos seus cabelos.
Neste exemplo, a sinestesia como figura de linguagem está presente na expressão "aroma doce", pois existe a combinação de duas sensações diferentes: a olfativa e a gustativa.

08 março 2017

Cientistas confirmam ligação entre autismo e sinestesia

Cientistas esclareceram pela primeira vez as ligações entre o autismo e a sinestesia, concluindo que pacientes nas duas condições têm uma sensibilidade sensorial notavelmente aumentada, embora apresentem diferenças na capacidade de comunicação.
A sinestesia é definida como uma “mistura de sentidos”, que faz com que, no cérebro do indivíduo, uma melodia desencadeie a visão de cores, ou que uma palavra tenha um determinado “gosto”, por exemplo. Segundo os autores, cerca de 3% da população mundial apresenta sinestesia. A forma mais frequente é associada a cores: a pessoa “vê” diferentes cores associadas a letras, ou a palavras como os nomes dos dias da semana, ou dos meses.
O autismo, por sua vez, é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social e da comunicação verbal e não-verbal, produzindo um comportamento restrito e repetitivo. A condição atinge de 0,6% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O novo estudo foi liderado por cientistas das universidades de Sussex e de Cambridge, ambas no Reino Unido, e teve seus resultados publicados nesta terça-feira, 7, na revista “Scientific Reports”.
“A sinestesia tem sido tradicionalmente considerada mais como um talento especial do que como um comprometimento, enquanto o inverso ocorre com o autismo. Nosso estudo sugere que as duas condições têm muito mais em comum do que pensávamos, e que muitas das características sensoriais das pessoas autistas também são encontradas nas pessoas com sinestesia”, disse o autor principal do estudo, Jamie Ward, da Universidade de Sussex.
Dois estudos anteriores já haviam revelado que a sinestesia ocorre com frequência maior que o normal em pacientes com autismo, sugerindo que a ocorrência simultânea das duas condições não é um mero acaso. No entanto, ainda não haviam sido realizados estudos específicos sobre as ligações entre os sintomas.
A nova pesquisa mostra que tanto as pessoas com autismo como aquelas com sinestesia têm uma sensibilidade sensorial aumentada, apresentando aversão a certos tipos de sons e luzes. Os dois grupos também apresentam uma tendência a focar em detalhes.
No entanto, segundo o estudo, as pessoas com sinestesia tendem a não apresentar os sintomas comunicativos que em geral aparecem nos autistas. Embora o estudo mostre que certamente há ligações entre as duas condições, elas parecem ser mais sensoriais que sociais, segundo os autores.
De acordo com Ward, seu grupo publicará em breve um novo estudo com foco na questão do “savantismo”. De acordo com ele, os dados preliminares do estudo mostram que a sinestesia tende a ser especialmente comum em pessoas com autismo que também possuem as capacidades conhecidas como “savantismo”, que incluem habilidades excepcionais em matemática, memória acima do normal e talento artístico superior.
“Embora seja ainda preciso realizar mais pesquisas, nossa compreensão sobre o autismo no contexto das capacidades sinestésicas poderá nos ajudar a desvendar os segredos de alguns dos aspectos mais positivos do autismo, como o ‘savantismo’, além de descobrir novas ligações neurológicas entre as duas condições”, afirmou Ward.
De acordo com Ward, embora algumas teorias proponham uma relação de causa e efeito entre a sensibilidade sensorial aumentada e o comprometimento social dos autistas, os novos estudos até agora indicam que a sinestesia está no mesmo espectro do autismo do ponto de vista sensorial.
“Esperamos que no futuro sejamos capazes de explorar mais a fundo a relação entre os sintomas e capacidades de percepção, cognição e interação social em pessoas com autismo e sinestesia”, disse Ward.

01 março 2017

Pessoas com autismo estão morrendo cedo e 'isso é inaceitável', diz organização beneficente



 Pessoas com autismo estão morrendo décadas antes da média da população, uma pesquisa revelou.

Cientistas da Suécia analisaram dados de 27 mil pessoas com autismo e os compararam com quase 3 milhões de adultos que não têm a condição.

Eles constataram que os adultos com o diagnóstico de autismo morreram, em média, 16 anos antes dos membros da população geral.

Epilepsia e suicídio emergiram como as duas causas principais de morte precoce de autistas.

A organização beneficente britânica Autistica prometeu levantar 10 milhões de libras para lançar um programa de pesquisas sobre as estatísticas, descritas como “vergonhosas”.
O autismo é um transtorno vitalício que afeta cerca de 1% da população e, segundo a Press Association, afeta a capacidade de se comunicar e se relacionar com outras pessoas.

Sendo uma condição dita de “espectro”, seus sintomas podem variar de leves a muito graves, de pessoa para pessoa.

O estudo sueco descobriu que os autistas que também sofrem de um distúrbio de aprendizagem morrem mais de 30 anos antes da média da população, com a idade média de apenas 39 anos.

As pessoas com autismo que não apresentam entraves intelectuais morrem 12 anos antes da média, e mesmo autistas “de alto funcionamento”, com boas habilidades linguísticas e fonéticas, apresentam o dobro do risco médio de morrer jovens.

Entre 20% e 40% das pessoas com autismo sofrem de epilepsia, comparados com 1% da população geral. Os autistas sem entraves de aprendizagem também apresentam um risco nove vezes superior à média de cometer suicídio.

O executivo-chefe da Autistica, Jon Spiers, comentou: “Esta nova pesquisa confirma a verdadeira escala da crise oculta de mortalidade no autismo.

“A disparidade de resultados de pessoas autísticas revelada nestas cifras é vergonhosa. Não podemos aceitar uma situação em que muitos autistas não chegarão a completar 40 anos de idade.”

Falando em Londres, Spiers acrescentou: “Queremos levantar 10 milhões de libras nos próximos cinco anos para financiar um grande programa novo de pesquisas no Reino Unido sobre a mortalidade no autismo.

“Trata-se de um montante muito importante para nós, algo que supera o que já levantamos em toda nossa história de entidade beneficente de pesquisas. Mas consideramos que é imperativo moral tomar a iniciativa de tentar entender melhor por que os autistas estão morrendo tão cedo.”

Comentando as descobertas, Mark Lever, executivo-chefe da Sociedade Nacional de Autismo, disse: “Os 700 mil autistas do Reino Unido e suas famílias vão se angustiar profundamente com essa descoberta. Nossa entidade não pode aceitar e não aceita um mundo em que os autistas morrem mais de uma década mais jovens que o resto da população.

“Embora este estudo seja baseado em uma pesquisa sueca, não temos razões para crer que a situação seja muito diferente aqui. Na realidade, tememos que possa ser pior. O governo e as autoridades nacionais de saúde precisam urgentemente estudar o que está acontecendo neste país e começar a corrigir os desacertos.

“Os autistas e suas famílias precisam de garantias do governo e do NHS (o Serviço Nacional de Saúde) de que este problema será levado a sério e que serão tomadas medidas para corrigi-lo.”

Brasileiro desenvolve aplicativo para facilitar no tratamento do autismo

Cada vez mais, vemos iniciativas que prometem utilizar o potencial da tecnologia para ajudar na nossa saúde. Empresas como a Google, que está investindo na pesquisa de doenças do coração, ou a Nokia que já confirmou seu foco em "saúde digital" servem de exemplo e inspiração para várias outras que, dia após dia, trazem novas propostas como a que vamos comentar a seguir.


Um novo app chamado bHave promete simplificar o trabalho de profissionais como, por exemplo, fonoaudiólogos, terapeutas e psicólogos em relação ao tratamento de pacientes com autismo. Ele chega com a proposta de otimizar o tempo durante as sessões, para que se obtenha um melhor rendimento.
O bHave, que trabalha com o sistema de Análise do Comportamento Aplicada ( ABA - uma das abordagens mais efetivas para o tratamento de autistas), foi desenvolvido pelo empresário Cauê Nascimento em Recife.

Com o app é possível criar gráficos que podem ser preenchidos mediante a análise do comportamento, algo que ajuda diretamente no acompanhamento dos resultados da intervenção, orientando quando o profissional deverá atuar com mudanças no ambiente do paciente para produzir resultados significativos.



Antes, todo o processo era feito através da impressão de folhas de registro das atividades diárias, que necessitavam muitas vezes ser passadas a limpo, algo que acabava atrasando o tratamento em si.
Uma das maiores vantagens do bHave é que o profissional pode digitar os gráficos e ter acesso às informações de forma simples e rápida, em tempo real. Os resultados podem, inclusive, ser compartilhados entre eles e com a família, como uma forma de acompanhar de perto o avanço do paciente.

Em breve, além de poder ser utilizado em smartphones ou tablets, ele também ganhará uma versão web, e acabará se transformando em uma rede de informações entre os profissionais com potencial de ajudar, inclusive, em pesquisas sobre o autismo.
O projeto está em aberto para crowdfunding no site Kickante, e é possível contribuir com qualquer valor acima de R$10. Quem escolher as opções de contribuição acima de R$50 ganhará brindes como adesivos, carta de agradecimento, cadernos de colorir dentre vários outros agrados.

O bHave, que contará com versões gratuitas e pagas, já conseguiu mais de R$12 mil de apoio, porém ainda está longe de uma meta de R$185.000, portanto, vamos ajudar!